Potências afirmam que encontro sobre sanções contra Irã foi 'construtivo'

Segundo diplomatas, novas restrições a Teerã podem ficar prontas em semanas

14 de abril de 2010 | 21h14

Reuters

 

NOVA YORK- Enviados das potências mundiais afirmaram nesta quarta-feira, 15, que tiveram conversações construtivas sobre novas sanções da ONU para tentarem deter o programa nuclear iraniano. Diplomatas preveem, contudo, semanas para que uma resolução passe no Conselho de Segurança.

 

Veja também:

linkIrã pode levar de 3 a 5 anos para concluir bomba atômica, diz Pentágono

linkBrasil irá advertir Irã sobre construção de armas nucleares, diz Lula

linkLula pede pelo Irã, mas Obama ignora 

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

 

"Nós estamos avançando e teremos, obviamente, outros encontros", disse a repórteres o embaixador francês na ONU, Gerard Araud, após a reunião de três horas.

 

"Nós começamos a negociar a base do texto. Eu acho que as seis potências estão avançando nisso", completou o diplomata, sem dar mais detalhes.

 

Embaixadores dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança mais a Alemanha se reuniram pela segunda vez na missão da ONU em Nova York desde que a China, que tem estreitas relações econômicas com o Irã, concordou em se juntar às negociações.

 

Os embaixadores da China e da Rússia, vistos como os outros países como menos favoráveis em relação às sanções, estavam menos entusiasmados do que Araud, mas também concordaram que a conversa foi construtiva. "Nós tivemos um melhor entendimento da posição dos outros (membros do Conselho", disse o representante da China, Li Baodong.

 

Os enviados discutiram um texto dos Estados Unidos que institui uma quarta rodada de sanções a Teerã por causa da recusa do país em cessar o enriquecimento de urânio. O Ocidente acusa o Irã de desenvolver armas nucleares, o que Teerã nega.

 

A resolução propõe novas restrições ao sistema bancário iraniano, um embargo de armas, medidas contra a indústria naval do país, medidas contra membros da Guarda Revolucionária, e um congelamento de novos investimentos no país.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.