Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Potências buscam resposta concreta do Irã para oferta nuclear

As potências mundiais cobraram do Irã, nesta sexta-feira, uma resposta "clara e concreta" à oferta de aliviarem algumas sanções econômicas caso Teerã interrompa seu trabalho nuclear mais sensível, em conversações destinadas a acalmar as tensões que ameaçam avançar para uma guerra.

JUSTYNA PAWLAK E YEGANEH TORBATI, Reuters

05 de abril de 2013 | 07h52

As seis potências --Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha-- se reuniram com negociadores iranianos na cidade cazaque de Almaty, no início da segunda rodada de negociações este ano, na esperança de resolverem uma disputa de uma década sobre as atividades nucleares iranianas.

Com uma eleição presidencial em junho complicando qualquer tomada de decisão por parte do Irã, há pouca chance de um avanço, mas Israel já indicou que sua paciência com a diplomacia está se esgotando.

Amplamente considerada como única potência nuclear do Oriente Médio, Israel ameaçou bombardear instalações nucleares do Irã se Teerã não coibir as atividades que as potências mundiais suspeitam ter como objetivo a capacidade de fazer uma bomba atômica.

Sem um acordo conclusivo à vista, diplomatas ocidentais esperam que, pelo menos, uma discussão séria de pontos específicos da sua proposta apresentada na última reunião, em fevereiro, incluindo o fechamento de uma instalação nuclear e o envio ao exterior de estoques de urânio enriquecido, em troca de aliviar algumas sanções.

"Estamos esperando que o lado iraniano volte para nós com uma resposta clara e concreta... a uma proposta justa e equilibrada", disse a jornalistas Michael Mann, porta-voz das seis potências, assim que as negociações tiveram início na capital comercial do Cazaquistão.

O Irã tem resistido à pressão por anos --apesar do endurecimento das sanções econômicas-- argumentando que o enriquecimento de urânio é apenas para fins pacíficos e, portanto, deve ser autorizado a continuar sob a lei internacional.

Seus negociadores chegaram a Almaty com suas próprias propostas, disse a mídia iraniana, sem dar qualquer detalhe, e o negociador-chefe iraniano, Saeed Jalili, foi desafiador antes das negociações.

"Nós acreditamos que a conversa de amanhã pode ir adiante com uma palavra, a aceitação dos direitos do Irã, em particular o direito ao enriquecimento", disse Jalili em discurso numa universidade Almaty, na quinta-feira.

As potências mundiais dizem, no entanto, que Teerã abandonou esse direito ao ocultar seu programa nuclear dos inspetores da ONU no passado e por recusar-se a conceder-lhes acesso pleno.

(Reportagem adicional de Dan Williams, em Jerusalém, e Fredrik Dahl, em Viena)

Tudo o que sabemos sobre:
IRANUCLEARPOTENCIAS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.