Potências chegam a acordo sobre sanções ao Irã na ONU, dizem fontes

Segundo agência, Rússia e China concordaram em punir programa nuclear iraniano

Reuters

31 de março de 2010 | 13h45

NOVA YORK - EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha, grupo de potências que negociam o impasse nuclear iraniano,  chegaram a um acordo sobre sanções ao país por conta de seu programa nuclear, disseram fontes diplomáticas próximas às negociações nesta quarta-feira, 31.

 

De acordo com uma fonte, representantes do Reino Unido, França, EUA e Alemanha convenceram Rússia e China a preparar um rascunho para as punições, que devem ser apresentadas ao Conselho de Segurança da ONU, durante uma teleconferência.

 

"Foi acordado com a China o começo de um esboço de sanções contra o Irã", disse o enviado. "A busca de uma resolução do Conselho de Segurança começará nos próximos dias", acrescentou.

 

O grupo dos seis esperar organizar uma reunião de embaixadores em Nova York nos próximos dias, com o objetivo de iniciar o processo de uma resolução de sanções, disseram as fontes.

 

Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, disse a jornalistas em Washington que a conferência de quarta entre as seis potências era "a mais recente em uma série de consultas que serão realizadas" sobre o Irã. Toner se negou a dar mais detalhes da reunião.

 

A base para as negociações, de acordo com os diplomatas, será uma proposta americana sobre sanções, que Washington acordou com seus três aliados europeus e entregou para China e Rússia há um mês.

 

Diplomatas afirmam que a China se alinhou lentamente às outras potências para impor novas penalidades a Teerã, mas que Pequim, assim como Moscou, quer que as novas medidas restritivas não sejam fortes.

 

Além disso, as fontes disseram que as quatro potências ocidentais tentariam adotar uma resolução no próximo mês, antes de uma conferência da ONU sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear de maio, mas sabem que os procedimentos podem se estender até junho.

 

"Esta é uma grande vitória para os Estados Unidos e os europeus (...). A China deu grandes passos", comemorou um diplomata.

 

Ontem, o presidente americano, Barack Obama, disse em encontro com seu colega francês, Nicolas Sarkozy, que esperava ver as sanções aprovadas 'em semanas'. Minha esperança é que consigamos fazer isso até o final da primavera (no hemisfério norte). Quero vê-las aplicadas em algumas semanas", disse Obama.

 

EUA, França e Reino Unido aumentaram a pressão por sanções diplomáticas ao Irã após Teerã ampliar o grau de enriquecimento de urânio em seus reatores, o que elevou as preocupações de que o regime dos aiatolás estaria buscando armas nucleares. Alemanha e Rússia se mostraram favoráveis às medidas, mas a China continuava reticente. Juntos, esses países formam o grupo dos seis, que negocia o impasse nuclear com a República Islâmica.

Entre os países com assento temporário no Conselho de Segurança, o Brasil e a Turquia continuam defendendo o diálogo e são contrários a sanções mais duras. 

 

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