Potências devem pressionar Irã a mudar política genocida anti-Israel, diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que os Estados Unidos e as outras potências mundiais devem pressionar o Irã a abrir mão do que ele chama de política genocida anti-Israel como parte do acordo nuclear com Teerã.

Reuters

08 de dezembro de 2013 | 18h48

Netanyahu alertou a comunidade internacional das intenções do Irã e endossou seu ceticismo em relação ao acordo preliminar assinado com o governo iraniano no último mês em Genebra, insistindo que qualquer contrato daqui em diante deve determinar o "o fim do programa nuclear militar do Irã".

Em discurso via satélite de Jerusalém para um fórum de política externa em Washington, Netanyahu ainda fez mais ressalvas.

"Não há nada definido ainda. O Irã ainda está perigosamente perto de atravessar essa barreira nuclear."

O premiê de Israel falou um dia depois que o presidente norte-americano, Barack Obama, no mesmo fórum, ter defendido ações diplomáticas para com o Irã, mas procurou tranquilizar os israelenses ao garantir sanções mais rígidas ou até mesmo um ataque militar a Teerã caso não seja respeitado o pacto.

Netanyahu, que chamou o acordo de seis meses assinado no dia 24 de novembro de um "erro histórico", evitou críticas diretas à relação diplomática de Obama com o Irã, repetindo a postura que teve durante visita do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, a Israel na última semana.

O "durão" primeiro-ministro israelense acrescentou um novo capítulo à sua campanha anti-Irã, e agora pediu às autoridades mundiais que fiquem atentos às concessões do Irã na próxima rodada de negociações.

"É um regime cujo comprometimento é com a nossa destruição e acredito que deve haver uma inequívoca e certeira campanha pressionando o Irã a mudar sua política genocida", disse Netanyahu para uma plateia composta, majoritariamente, por aliados israelenses. "Isso é o mínimo que a comunidade internacional deve fazer."

Netanyahu acusou o Irã de fornecer centenas de foguetes e armamento a grupos islâmicos anti-israelenses, que ele chamou de "dublês de terroristas" em Teerã.

Ele ainda citou um comentário recente do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que chamou Israel de o "cão raivoso" do Oriente Médio.

No entanto, o novo presidente iraniano, Hassan Rouhani, um político moderado, tem evitado o estilo retórico e polêmico de seu antecessor, Mahmoud Ahmadinejad, ao tratar com líderes do Ocidente. Ele tem, até mesmo, negado a intenção do Irã de desenvolver uma bomba atômica, apesar das suspeitas de Israel e do Ocidente apontando o oposto.

(Por Matt Spetalnick)

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