Potências deveriam parar de ameaçar Irã, diz Ahmadinejad

Presidente iraniano diz que diálogo nuclear só terão resultados se 'métodos forem mudados'

Reuters

18 de novembro de 2010 | 07h54

BAKU - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quinta-feira, 18, que as potências mundiais deveriam parar de ameaçar seu país se quiserem obter resultados no diálogo sobre o programa nuclear iraniano.

 

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Em declarações à imprensa durante uma visita ao Azerbaijão, ele não deu indicações sobre uma nova tentativa de serem retomadas as conversas marcada para dezembro entre o Irã e seis potências mundiais - Rússia, EUA, Reino Unido, França, China e Alemanha .

"Se eles querem alcançar resultados positivos, deveriam parar de pensar como agressores. Há entre eles os que pensam como agressores, e eles acham que podem obter resultados positivos nos pressionando e nos ameaçando", disse Ahmadinejad. "Eles deveriam mudar seus velhos métodos, do contrário os resultados serão os mesmos. Nenhum embargo pode mudar o povo iraniano", concluiu o líder iraniano.

Tanto o Irã como as potências expressaram intenção de se reunirem para conversações em 5 de dezembro, mas não concordaram sobre o local. Ahmadinejad disse que o Irã propôs que o encontro seja realizado em Istambul, e as seis potências sugeriram Genebra.

 

As potências ocidentais acusam o Irã de esconder, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas. Teerã nega tais alegações.

 

As tensões sobre o programa nuclear iraniano se acirraram no final do ano passado após o Irã rejeitar uma proposta de troca de urânio feita por EUA, Rússia e Reino Unido. Meses depois, o país começou a enriquecer urânio a 20%.

 

Um acordo mediado por Brasil e Turquia para troca de urânio chegou a ser assinado com o Irã em maio. O acordo, porém, foi rejeitado pelo Grupo de Viena - composto por Rússia, França, EUA e AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) - e o Conselho de Segurança da ONU optou por impor uma quarta rodada de sanções ao país.

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