Potências mundiais e Irã conversam sobre questão nuclear

Seis potências mundiais travaram as primeiras conversações com o Irã em mais de um ano nesta segunda-feira, na esperança de que o encontro dê lugar a novas negociações sobre o programa nuclear iraniano, que o Ocidente suspeita ter como objetivo a fabricação de bombas atômicas.

PARISA HAFEZI E DAVID BRUNNSTROM, REUTERS

06 de dezembro de 2010 | 14h59

Na véspera da reunião em Genebra, o Irã anunciou um passo importante na sua atividade nuclear, sinalizando que não está prestes a recuar na batalha em torno do que diz ser um projeto pacífico para a produção de energia.

As seis potências - Grã-Bretanha, China, França, Alemanha, Rússia e Estados Unidos - não quiseram criar expectativas sobre um possível avanço durante as discussões de 6 e 7 de dezembro. Diplomatas afirmaram que um acordo para uma nova reunião, talvez no começo do ano que vem, seria um sinal de progresso.

"Foi um bom começo. Tratou-se de uma série de questões, incluindo a nuclear. As conversas prosseguirão à tarde", disse uma fonte da UE.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, havia dito na semana passada que o tópico do enriquecimento de urânio não estava na agenda de Genebra.

"Esperamos que as conversas e negociações iniciadas hoje continuem de forma construtiva e cheguem a um horizonte positivo", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, a jornalistas durante uma visita a Atenas.

O negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, e a europeia Catherine Ashton, em nome das seis potências, conversaram por duas horas e meia pela manhã.

Uma série de conversações bilaterais estava marcada para a tarde, mas não estava claro se haveria uma reunião entre Irã e Estados Unidos, afirmou uma autoridade europeia.

As potências ocidentais querem que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio, uma atividade capaz de produzir combustível para os reatores nucleares ou de fornecer material para bombas, caso o urânio seja refinado a um grau mais elevado.

As seis potências esperam que o Irã responda a questões sobre seu programa nuclear que ainda permanecem sem respostas, afirmou a autoridade europeia.

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