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Potências mundiais exigem inspeção em complexo militar do Irã

Grupo que negocia programa nuclear pressiona pela entrada de agentes da AIEA no país persa

Reuters

08 de março de 2012 | 09h39

VIENA - As seis potências mundiais que negociam com o Irã sobre seu programa nuclear pediram ao país persa nesta quinta-feira, 8, para deixar inspetores internacionais visitarem uma instalação militar onde a agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) alega que estão sendo realizados trabalhos relevantes para o desenvolvimento de armas nucleares.

 

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Em um comunicado conjunto elaborado na reunião do conselho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), as potências - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China, Rússia e Alemanha - também expressaram "desgosto" com o aumento do empenho iraniano em enriquecer urânio, atividade que pode ter propósitos civis e militares. "Pedimos ao Irã para cumprir sua responsabilidade e garantir acesso a Parchin", disse o comunicado, referindo-se ao complexo militar no sudeste do Teerã.

Teerã diz que seu programa nuclear se restringe à geração de energia para fins civis, e que inspeções em áreas militares seriam uma violação à sua soberania. Diplomatas ocidentais suspeitam que o Irã só irá abrir Parchin aos inspetores depois de eliminar qualquer vestígio de atividades ilegais.

O grupo muitas vezes diverge sobre a abordagem adotada, mas desta vez manifestou, após intensas negociações, apoio à busca por uma solução diplomática para o impasse.

 

Diplomacia

 

As discussões sobre o programa nuclear iraniano voltaram à pauta da comunidade internacional nas últimas semanas, quando começou a se especular a respeito de um possível ataque de Israel - inimigo declarado do Irã - ao país persa. Os israelenses afirmaram que estão dispostos a tomar atitudes do tipo para evitar que o regime dos aiatolás obtenha acesso a armas atômicas.

 

Na terça-feira, entretanto, Obama, tratou de apaziguar os ânimos. Na entrevista coletiva, ele voltou a dizer que a diplomacia ainda é a primeira opção para lidar cm o Irã e disse que seu país e Israel pagariam se agissem de forma precipitada - posição elogiada pelo Irã nesta quinta. Washington não descartou medidas militares contra Teerã, mas tem evitado tocar no assunto.

Também na terça, a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, disse que as potências aceitaram a oferta iraniana de retomada das negociações multilaterais sobre seu programa nuclear, após hiato de um ano.

 

"Reafirmamos nosso continuado apoio a uma solução diplomática para a questão iraniana e disposição para reiniciar o diálogo com o Irã", disseram as potências no comunicado, lido pelo embaixador chinês na AIEA durante a reunião a portas fechadas. "Pedimos ao Irã que entre, sem pré-condições, em um processo sustentado de diálogo sério, que produza resultados concretos."

Nas negociações anteriores, o Irã se negou a abrir mão do seu programa nuclear e também rejeitou o acesso ao complexo militar Parchin durante conversas com uma equipe da AIEA no início deste ano.

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