Prazo para retirada do Afeganistão é 'irracional', diz Taleban

O grupo afegão Taleban descreveu o plano da Otan de retirar suas tropas de combate do Afeganistão até 2014 como sendo "irracional". Neste domingo, o Taleban, por meio de um comunicado, reiterou sua exigência de que todas as tropas estrangeiras deixem o país imediatamente sob o risco de haver mais derramamento de sangue.

JONATHON BURCH, REUTERS

21 de novembro de 2010 | 13h18

O documento de cinco itens , divulgado como uma resposta ao encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concluído neste sábado em Lisboa, afirma que adiar a retirada das tropas estrangeiras só levará a "eventos trágicos e batalhas".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que deverá rever a sua estratégia para a guerra do Afeganistão no mês que vem, já se comprometeu com a redução gradual das tropas norte-americanas a partir de julho de 2011. O líder afegão, Hamid Karzai, disse que deseja que os afegãos estejam no controle a partir de 2014.

O prazo contou com a aprovação dos líderes da Otan, no sábado, em Lisboa, mas alguns oficiais dos Estados Unidos e da Otan dizem que o aumento da violência e problemas em estabelecer um Exército afegão e uma força policial mais capacitados para assumir o controle podem dificultar o cumprimento dessa meta.

Mark Sedwill, o mais alto representante da Otan em Cabul, disse na semana passada que a transição poderá se prolongar até 2015, em algumas das áreas mais violentas do Afeganistão.

Obama afirmou no sábado que seu objetivo é interromper a maior parte das operações de combate até o final de 2014, mas alguns encaram essa meta com cautela.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que nenhum vácuo de segurança será deixado para trás e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a transição será moldada por segurança e não por prazos.

O Taleban rejeitou todas essas conversas como sendo "irracionais".

"Porque, até lá, vários eventos trágicos e desagradáveis e batalhas ocorrerão, por conta desta guerra sem sentido, imposta e impossível de ser vencida. Eles não deveriam adiar a retirada de suas forças por um único dia", afirmou a milícia em um comunicado.

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