Prefeito de Jerusalém diz a Bush que a cidade é israelense

Divisão política da cidade é um dos pontos polêmicos na criação do Estado Palestino

Efe,

09 de janeiro de 2008 | 13h59

O prefeito de Jerusalém, o ultra-ortodoxo judeu Uri Lupolianski, disse nesta quarta-feira, 9, ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que a cidade Santa deve permanecer unida e sob soberania israelense. O prefeito se reuniu com Bush no histórico hotel King David, cujos arredores ficaram literalmente tomados pelas forças de segurança israelenses e americanas, em medidas sem precedentes em uma visita oficial de um chefe de Estado a Israel.   A divisão política de Jerusalém, onde em seu leste os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro estado, é um dos pontos mais espinhosos nas conversas de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), patrocinadas pelos EUA.   Segundo destaca a edição eletrônica do jornal Yedioth Ahronoth, Lupolianski assegurou a Bush que Israel preserva a liberdade de culto para todos os credos e que continuará fazendo-o no futuro "pela vital importância que tem manter Jerusalém unida".   Na zona leste de Jerusalém moram cerca de 200.000 palestinos e em sua Cidade Antiga fica a Esplanada das Mesquitas, onde está a de Al Aqsa e o santuário de Omar. Na véspera da chegada de Bush a Israel, milhares de pessoas, em sua maioria simpatizantes da direita nacionalista israelense, se concentraram em torno das muralhas da cidade antiga de Jerusalém em uma cadeia humana para protestar por uma eventual divisão da cidade.   Lupolianski destacou que todas as disputas sobre a cidade, que Israel considera sua capital "eterna e indivisível", "não são meras disputas sobre um bairro ou outro, mas sobre o mesmo centro sagrado, e essa é a razão pela qual existe a preocupação pelo futuro e segurança de suas crianças".   O prefeito presenteou o presidente americano com uma gravura de Heinrich Buenting de 1581 de um mapa que mostra Jerusalém como centro do mundo, segundo informa um comunicado da Prefeitura de Jerusalém. Além disso, lhe entregou uma carta pessoal na qual o convidava a desfrutar dos lugares únicos da cidade, assim como suas paragens e entorno.   "A origem do nome de 'Jerusalém' é a palavra hebraica 'paz'. Hoje, rezamos para que sua visita seja bem-sucedida e faça avançar mais um passo na realização de nossas velhas esperanças de paz", diz a carta.

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