Premiê assume poder no Líbano e tenta tranquilizar população

País está sem presidente desde a meia-noite de sexta-feira, quando expirou o mandato de Emile Lahoud

YARA BAYOUMY, REUTERS

24 de novembro de 2007 | 12h14

O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, assegurou ao país neste sábado, 24, que não há razão para alarme e afirmou que o seu gabinete está assumindo os poderes executivos, na ausência de um presidente pela primeira vez em nove anos. O mandato do presidente Emile Lahoud expirou na meia-noite da sexta-feira (20h de Brasília), após o Parlamento não ter conseguido escolher um sucessor que pudesse ser aceito tanto pelo grupo anti-Síria, situacionista, quanto pela oposição liderada pelo Hezbollah, pró-Síria. "Quando a Presidência está vaga, os poderes do presidente vão para o gabinete constitucional e legítimo", disse Siniora à imprensa, depois de encontrar com o líder dos cristãos maronitas, Nasrallah Sfeir. "Não há nada com que se alarmar. Nossa preocupação natural é como finalizar as eleições presidenciais. Ninguém, principalmente eu, vai aceitar que não haja um presidente da República", declarou. Contudo, a oposição, liderada pelos xiitas do Hizbollah, dizem que o país no momento não tem nenhum dirigente legítimo. O grupo não reconhece o governo desde que os ministros xiitas renunciaram no ano passado. A disputa reflete as recentes desavenças na região dos Estados Unidos e seus aliados com a Síria, o Irã e o Hezbollah. O impasse político não causou impacto imediato nas ruas de Beirute, onde o comércio abriu normalmente. O Exército, sob grande prontidão para a sessão no Parlamento de sexta-feira, afrouxou o esquema de segurança. Os Estados Unidos, as Nações Unidas, a União Européia e Estados árabes como Jordânia e Egito devem reconhecer a autoridade do gabinete do premiê.

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