Premiê da Autoridade Palestina renuncia por acordo com Hamas

'Este passo é destinado a apoiar esforços de formação de um governo de consenso nacional ', diz Salam Fayyad

Efe,

07 de março de 2009 | 06h43

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Salam Fayyad, apresentou sua renúncia neste sábado, 7, para preparar o terreno à criação de um governo de união nacional entre o Hamas e o Fatah. A carta de renúncia, entregue ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas, entrará em efeito imediatamente depois da formação do governo nacional de consenso e, em qualquer caso, no máximo no fim deste mês, afirmou o escritório de Fayyad, em comunicado.   "Este passo é destinado a apoiar os esforços de formação de um governo de consenso nacional (...) que restaure a unidade na pátria", acrescenta a nota. A prioridade de Fayyad é "agilizar" a criação de um Executivo que reconcilie Fatah e Hamas, as duas principais facções palestinas, particularmente em conflito desde a tomada de Gaza pelos islamitas,  em junho de 2007.   Este Executivo deveria atuar forma transitória, até a realização de eleições presidenciais e legislativas simultâneas antes de janeiro de 2010, afirma. Fontes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) afirmaram que o ainda primeiro-ministro busca, assim, "fazer pressão sobre as diferentes facções palestinas", para que alcancem um acordo, e sobre a comunidade internacional, para que aumente seu apoio político e econômico.   Respeitado economista, Fayyad foi designado primeiro-ministro por Abbas em junho de 2007, após a dissolução do breve governo de união nacional por ocasião da expulsão de Gaza de suas forças de segurança leais pelos homens do Hamas. Ele substituiu o líder do Hamas, Ismail Haniyeh. Fayyad é considerado um tecnocrata eficaz fortemente apoiado pela comunidade internacional.É tido como um político independente e é ex-economista do Banco Mundial.   A divisão entre o Fatah e o Hamas é um dos principais obstáculos para o progresso das negociações de paz entre israelenses e palestinos. Alguns analistas afirmam que a vontade de conquistar uma reconciliação entre as facções rivais por parte dos palestinos aumentou depois da mais recente ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, que deixou mais de 1,3 mil palestinos mortos.

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