Premiê de Israel afirma buscar a paz com palestinos

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu , disse nesta quinta-feira esperar fechar um acordo de paz com os palestinos e elogiou a abertura de árabes como um ponto de partida, mas não deu detalhes de como este acordo poderia ser feito.

DAN WILLIAMS, REUTERS

23 de julho de 2009 | 20h06

Os comentários do líder direitista israelense foram feitos pouco antes de o enviado norte-americano, George Mitchell, visitar a região para pressionar pelo reinício das negociações, suspensas há meses por controvérsias sobre a expansão de assentamentos.

Netanyahu disse a diplomatas reunidos em Tel Aviv para a celebração de um feriado egípcio: "Esperamos nos próximos meses e anos um acordo de paz com os palestinos e a expansão disso na visão de uma paz regional mais ampla".

Mas Netanyahu não mencionou como ele planeja fazer progressos sobre a questão dos assentamentos.

Nabil Abu Rdainah, um auxiliar do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, disse à Reuters que os palestinos estão prontos para reiniciar as negociações "imediatamente" por um Estado vizinho a Israel se Israel cumprir as exigências internacionais de suspender a construção de assentamentos judeus.

Netanyahu, que assumiu em março, disse que Israel aceitaria um Estado palestino desmilitarizado mas, em um distanciamento da política adotada por Washington, rejeitou a exigência palestina e norte-americana de congelar a expansão de assentamentos em território ocupado.

Cerca de 500.000 israelenses vivem em assentamentos construídos por Israel na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental, onde vivem três milhões de palestinos. Israel anexou Jerusalém Oriental como parte de sua capital, uma mudança não reconhecida internacionalmente.

O Egito foi o primeiro país árabe a assinar um acordo de paz com Israel em 1979; seguido pela Jordânia em 1994.

(Reportagem adicional de Mohammed Assadi em Ramallah)

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