Premiê de Israel diz que ofensiva contra Gaza foi 'autodefesa'

Netanyahu nega crimes de guerra apontados em relatório da ONU e pede que documento seja rejeitado

Efe,

17 de setembro de 2009 | 17h19

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira, 17, que a ofensiva de seu país contra a Faixa de Gaza em dezembro e janeiro passados foi um ato de "autodefesa" e negou o cometimento de crimes de guerra durante a ação, como afirma um relatório da ONU. Em declarações à televisão estatal por ocasião das festividades do Ano Novo judaico, comemorado neste final de semana, Netanyahu pediu aos "líderes mundiais" para que rejeitem o relatório, cujas conclusões podem ser encaminhadas para o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

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"Os líderes mundiais devem rejeitar as conclusões do relatório", afirmou o primeiro-ministro israelense, ao reiterar a postura oficial de seu país de que a ofensiva - que custou a vida de pelo menos 1.400 palestinos, em sua maioria civis -, foi um ato de "autodefesa."

 

Netanyahu argumentou que o relatório da ONU, elaborado por uma comissão dirigida pelo jurista sul-africano Richard Gladstone, não menciona que Israel se retirou da Faixa de Gaza em 2005 e que a ofensiva aconteceu após o lançamento de foguetes a partir do território palestino contra terras israelenses.

 

"Foi um recurso ao direito de nos defender", disse Netanyahu, cujas declarações se enquadram na campanha diplomática que Israel empreendeu nesta última quarta-feira para tentar convencer à comunidade internacional a desprezar a possibilidade de o relatório passar pelo Conselho de Segurança da ONU.

 

Gladstone recomendou a adoção de tal procedimento caso Israel não investigue em até seis meses os principais responsáveis pela ofensiva militar em Gaza. Se vier a atender essa recomendação, o Conselho de Segurança pode levar o assunto ao Tribunal Penal Internacional, o qual por sua vez tem o poder de emitir ordens de busca e captura.

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