Premiê de Israel ignora condenação mundial a planos de assentamentos

Contrariada por decisão da ONU, foram anunciadas mais 3 mil casas na Cisjordânia e no leste de Jerusalém

Maayan Lubell, Reuters

02 de dezembro de 2012 | 12h47

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ignorou a condenação mundial aos planos de Israel de expandir os assentamentos judeus, após os palestinos terem conquistado o reconhecimento de Estado soberano pelas Nações Unidas.

JERUSALÉM - "Iremos continuar a construir em Jerusalém em todos os lugares que são de interesse estratégico no mapa de Israel", disse Netanyahu durante o encontro semanal de seu gabinete.

Em outro revés para a Autoridade Palestina na Cisjordânia, Israel anunciou que está retendo impostos de palestinos neste mês estimados em 100 milhões de dólares, por causa de uma dívida de 200 milhões de dólares da Autoridade Palestina com a Corporação de Eletricidade Israelense.

Yasser Abed Rabbo, uma autoridade sênior palestina, disse que a retenção dos recursos é "pirataria e roubo".

Contrariada pela decisão na quinta-feira da Assembleia Geral da ONU de elevar o status dos palestinos para um "Estado não membro", Israel disse na sexta-feira que irá construir mais 3 mil casas de assentamento na Cisjordânia e no leste de Jerusalém, áreas que os palestinos querem que pertença ao futuro Estado, junto com Gaza.

No encontro de seu gabinete, Netanyahu disse que "o passo unilateral que os palestinos tomaram na ONU é uma grave violação a acordos anteriores assinados com Israel". O governo israelense, acrescentou o premiê, "rejeita a votação da Assembleia Geral" da ONU. / COM Jihan Abdalla e Ali Sawafta

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