Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters

Premiê de Israel tenta se manter no controle de seu partido

Likud faz votações internas em meio a pressões intenacionais

EFE

29 Abril 2010 | 07h58

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tenta nesta quinat-feira, 29, o manter o controle de seu partido, o direitista Likud, na votação da sua proposta para adiar em dois anos as eleições internas.

 

O chefe do governo precisa de uma maioria de dois terços entre os 2.525 membros do Comitê Central da formação para evitar as eleições, que não são realizadas há oito anos.

 

As votações começaram esta manhã às 10h local (4h, Brasília), e seguem até o fim da noite prolongarão em 28 centros de voto. O resultado deve ser conhecido à meia-noite.

 

A perda da consulta seria um sério revés para Netanyahu em um momento no qual sua imagem internacional está seriamente prejudicada pela crise diplomática com os Estados Unidos, o principal aliado de Israel, e as críticas abertas de membros europeus, como a França e Alemanha, pela estagnação do processo de paz com os palestinos.

 

O primeiro-ministro argumenta que precisa de estabilidade no partido para enfrentar às pressões da comunidade internacional para que Israel pare a construção nos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, território palestino ocupado desde 1967, e faça concessões que levem à criação de um Estado palestino.

 

Netanyahu também argumenta que a convocação de pleito agora suporia um avanço nas instituições do partido do que denomina "grupo extremista messiânico", a facção "Liderança Judia" que lidera o ultradireitista Moshé Feiglin.

 

O analista Ben Caspit critica hoje no jornal "Maariv" que Netanyahu trate de adiar a votação interna e adverte que dentro de dois anos seus dirigentes "dirão que há eleições gerais" e, portanto, também não será um bom momento para renovar as instituições.

 

"A paralisia democrática que tem atazanado o partido durante os últimos oito anos acabou com a perda de uma geração inteira", assegura o analista, que pergunta "que incentivo os jovens têm de ingressar no Likud se não têm oportunidade de chegar à lista eleitoral, se tudo está fossilizado?".

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