Premiê de Israel vai acelerar construção de 1.000 novas casas para colonos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, irá acelerar os planos de construção de cerca de 1.000 novas casas para colonos em Jerusalém Oriental, informou uma autoridade do governo nesta segunda-feira, uma medida para apaziguar um aliado de coalizão sem agravar ainda mais uma desavença com Washington.

JEFFREY HELLER, REUTERS

27 de outubro de 2014 | 19h30

O partido ultranacionalista Lar Judeu, liderado pelo ministro da Economia, Naftali Bennett, vem fazendo ameaças veladas de encerrar sua parceria política com Netanyahu a menos que ele concorde com seu pedido de construção de 2.000 novas residências em assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Mas Netanyahu, poucas horas antes da abertura da sessão parlamentar do inverno local, contornou a exigência. A fonte governamental disse que o premiê ordenou “que se leve adiante o planejamento de cerca de 1.000 novas unidades em Jerusalém – aproximadamente 400 unidades em Har Homa e 600 em Ramat Shlomo”.

Não houve clamor popular por sua construção, e Pepe Alalu, membro esquerdista do comitê de planejamento e zoneamento da municipalidade de Jerusalém, afirmou que os projetos propostos nos dois assentamentos, em áreas da Cisjordânia que Israel capturou na Guerra dos Seis Dias de 1967 e que foram anexadas à cidade, não são novos.

“Os planos existem há muito tempo”, declarou Alalu à Reuters, acrescentando que não foram emitidos alvarás de construção.

Autoridades palestinas expressaram alarme – ecoado na comunidade internacional – com as obras nos assentamentos, que veem como um grande obstáculo à criação do Estado independente que almejam na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém Oriental como sua capital.

“Repudiamos veementemente os anúncios recentes de Israel sobre a expansão de seus assentamentos ilegais dentro e ao redor de Jerusalém Oriental ocupada, a capital do Estado da Palestina”, declarou o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, em um comunicado.

“Este anúncio equivale à prova de uma intenção de cometer mais crimes definidos e puníveis segundo a lei internacional.”

(Reportagem adicional de Maayan Lubell e Adrian Croft)

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