Premiê do Líbano diz não haver alternativa ao diálogo

O primeiro-ministro em exercício do Líbano, Saad al-Hariri, disse na sexta-feira que as facções políticas rivais do país não têm alternativa senão o diálogo, depois do colapso do "governo de unidade nacional" nesta semana.

REUTERS

14 de janeiro de 2011 | 16h57

"Não há alternativa para todos nós senão o diálogo, e nenhum lado do Líbano será capaz de eliminar o outro", disse Hariri em suas primeiras declarações públicas desde que os ministros do Hezbollah e seus aliados renunciaram, na quarta-feira, derrubando o gabinete.

Hariri prometeu colaborar com o presidente Michel Suleiman, que iniciará na segunda-feira consultas para a formação de um novo governo, mas não especificou se será candidato ao cargo de primeiro-ministro.

"Irei manter meu compromisso de me abrir à cooperação com o presidente e com todas as lideranças, com base no contínuo diálogo e em alcançar soluções lógicas para as nossas questões comuns, não importa quão complicado isso seja", afirmou.

Hariri fez as declarações após voltar de uma viagem internacional que incluiu Estados Unidos, França e Turquia.

O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, disse a jornalistas após receber Hariri que seu país cogita organizar uma série de reuniões para discutir a crise libanesa, com a participação de Estados Unidos, França, Turquia, Arábia Saudita, Catar, Síria, Egito e o próprio Líbano.

(Reportagem de Mariam Karouny)

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