Premiê interino anuncia que passará à oposição no Líbano

O primeiro-ministro do Líbano, Saad al-Hariri, derrubado no mês passado pelo Hezbollah e seus aliados, disse na segunda-feira que sua coalizão 14 de Março passará para a oposição, o que na prática encerra as negociações sobre a formação de um novo governo de união nacional.

DOMINIC EVANS, REUTERS

14 de fevereiro de 2011 | 18h53

O atual gabinete de coalizão caiu porque o grupo xiita Hezbollah e seus aliados são contra o funcionamento de um tribunal internacional que investiga a morte do pai de Hariri, Rafik, ocorrida em 2005.

O futuro primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, esperava reunir todos os partidos numa nova coalizão e chegou a conversar com alguns políticos do 14 de Março, apesar da insistência de Hariri de não participar de um gabinete comandado por um indicado do Hezbollah.

"Hoje estamos na oposição", disse Hariri em discurso pelo sexto aniversário do atentado que matou seu pai, o qual também havia sido premiê do Líbano. O nome do grupo político dele alude à data de uma grande manifestação feita um mês depois do assassinato de Rafik al Hariri.

A destituição de Hariri, que tinha apoio da Arábia Saudita e do Ocidente, motivou protestos de seguidores sunitas dele, e alterou o equilíbrio do poder no país na direção de Síria e Irã, aliados do Hezbollah.

(Reportagem adicional de Laila Bassam)

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