Premiê iraquiano dá até 8 de abril para milícia xiita depor armas

Maliki oferece recompensa para militantes do Exército Mahdi que aceitarem pedido; pelo menos 120 morreram

Agências internacionais,

28 de março de 2008 | 07h50

O primeiro-ministro do Iraque, o xiita Nouri al-Maliki, estendeu o ultimato de 72 horas para que o Exército Mahdi, milícia fiel ao clérigo também xiita Muqtada al-Sadr, aceite depor as armas até 8 abril. Em tom muito mais conciliador, o primeiro-ministro ofereceu ainda uma recompensa aos milicianos que responderem positivamente ao seu pedido. Veja também:Sadr, líder xiita, ocupa papel-chave para a paz Ocupação do Iraque  Soldados dos EUA falam da vida no Iraque   "É um desejo do governo dar uma oportunidade a aqueles que possuem armamento médio e pesado de entregá-lo às forças de segurança, por isso a data limite foi estendida até 8 de abril, em vez de 28 de março", afirma o comunicado. O anterior ultimato ameaçava os milicianos xiitas com "graves castigos" caso continuassem o levante armado que começou na última segunda-feira em Basra, 550 quilômetros ao sul de Bagdá, e que se estendeu a várias localidades do sul, assim como a alguns bairros da capital iraquiana. O porta-voz do Ministério do Interior iraquiano, Abdel Karim Khalaf, disse que o governo continua com a meta de combater os grupos que estão fora da lei, de acordo com o plano de segurança que começou na segunda-feira passada, em Basra. "Não estamos só enfrentando redes criminosas, mas também contrabandistas de petróleo e de drogas", disse Khalaf. Desde terça-feira, soldados iraquianos e o Exército Mehdi estão travando violentos confrontos em Basra, a segunda maior cidade do Iraque e o mais importante centro petrolífero do país. Os choques começaram quando as forças de segurança oficiais tentaram retomar o controle de áreas da cidade dominadas pela milícia de Sadr, a maior do Iraque e que há sete meses vinha respeitando uma trégua - responsável pela diminuição da violência do país no período. Logo, os conflitos se espalharam para outras cidades.  Pelo menos 120 combatentes "inimigos" morreram nos quatro dias de operações militares no país, segundo afirmou um militar iraquiano nesta sexta. "Até agora, o número de mortos do lado inimigos chegou a 120, além de 450 feridos", disse o general Ali Zaidan, comandante das forças iraquianas que participam da operação. A ofensiva do Exército Mahdi é vista como um importante teste político para o governo iraquiano e uma oportunidade dos EUA demonstrarem a eficiência das forças de segurança treinadas por suas tropas no Iraque.

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