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Premiê iraquiano se diz satisfeito com recuo de al-Sadr

De acordo com Nouri al-Maliki, a decisão do clérigo xiita Moqtada al-Sadr é 'um passo na direção correta'

Efe,

30 de março de 2008 | 20h03

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki disse neste domingo, 30, em Bagdá, que a decisão do clérigo xiita Moqtada al-Sadr de recuar suas tropas das ruas é "um passo na direção correta". Em comunicado, ele expressou seu desejo de que a decisão ponha fim aos enfrentamentos entre as tropas iraquianas e os milicianos do clérigo xiita. Veja também:Ataques e confrontos matam seis e ferem 15 no sul do IraqueForças britânicas se aproximam de cidade iraquiana de BasraGoverno iraquiano prolonga toque de recolher  O clérigo Moqtada al-Sadr solicitou neste domingo a seus seguidores que recuem e cessem as ações armadas e pediu ao governo que pare a perseguição contra os milicianos do Exército de Mahdi liberte seus seguidores que estão na prisão. "Para evitar o derramamento de sangue e preservar a unidade do Iraque, decidimos cancelar todas as manifestações armadas", declarou al-Sadr em comunicado divulgado na cidade santa xiita de Najaf (ao sul de Bagdá) após várias horas de negociações com o governo. O clérigo xiita deixou claro que não se responsabilizará por "ataques a membros dos organismos de segurança e instituições do governo iraquiano, e sedes de partidos políticos", ou seja, elementos armados alheios à sua milícia. O Executivo iraquiano acolheu com agrado o pedido do clérigo xiita qualificada de postura "patriótica e legítima", como o governo esperava. Em declarações à agência de notícias independente Asuat al Iraq (Vozes do Iraque), o porta-voz do Executivo, Ali al-Dabbagh, destacou que o gabinete acolheu com especial agrado a desvinculação de Muqtada dos milicianos armados que atacam as forças de segurança e instituições governamentais. Al-Dabbagh explicou que os comunicados deste tipo beneficiam o interesse geral e os esforços de segurança empreendidos pelo governo. O porta-voz não fez referência ao pedido feito por Muqtada em sua nota ao Executivo para que seja aplicada a lei de anistia geral, libertados os presos, cessadas as detenções e a população disponha dos serviços básicos. O pedido por tranqüilidade é feito pouco depois que fontes ligadas ao religioso informassem que seu Bloco Político e o governo abriram um dialogo na noite de sábado na cidade de Najaf, a 160 quilômetros ao sul de Bagdá. As conversas de paz põem fim à luta entre os seguidores de Moqtada al-Sadr com tropas iraquianas que custou a vida de cerca de 300 pessoas desde que começaram os enfrentamentos na segunda-feira passada. Testemunhas declararam em uma conversa telefônica que há uma presença militar intensa na área de Al-Tamiya, na província de Basra, onde tropas iraquianas e britânicas lutavam a noite de sábado contra milicianos do Exército de Mahdi. O porta-voz das tropas britânicas no sul do Iraque, o comandante Tom Holloway, destacou neste domingo o papel que desempenharam as tropas iraquianas nos combates na cidade de Basra, a 580 quilômetros ao sul de Bagdá. "Estamos satisfeitos pelo trabalho das forças iraquianas em sua luta contra os milicianos do clérigo xiita Muqtada", respondeu o militar em declarações ao canal de televisão do Catar Al Jazeera. Além disso, indicou que, embora a situação atual seja muito mais tranqüila, os combates continuam e ficam centrados em áreas pequenas da cidade. O Exército britânico tomou das forças iraquianas o controle sobre a segurança da província de Basra em 16 de dezembro, embora seus soldados permaneçam em uma base militar perto do aeroporto internacional da cidade, dedicados especialmente ao treinamento de militares iraquianos. Os combates começaram na segunda-feira pela noite, coincidindo com o começo de uma operação de segurança em Basra supervisada pelo primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki, denominada Carga de Cavalaria, com o objetivo de "impor na cidade o império da lei".

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