Premiê iraquiano vê apoio estrangeiro em atentados de Bagdá

Os atentados que mataram 112 pessoas em Bagdá nesta semana foram realizados com apoio do exterior, disse o premiê iraquiano Nuri al-Maliki na quarta-feira, antes de substituir o chefe da segurança.

KHALID AL ANSARY, REUTERS

09 de dezembro de 2009 | 18h33

A série de carros-bomba na terça-feira na capital iraquiana foi o ataque mais violento no país em seis semanas, lembrando de forma brutal a ameaça que a insurgência sunita ainda representa, mais de seis anos depois da invasão dos Estados Unidos.

Fontes do Ministério da Saúde disseram que 77 pessoas morreram, mas fontes policiais afirmam que houve 112 vítimas fatais.

Os ataques ocorreram horas antes de o governo anunciar, após semanas de impasse político, que a eleição parlamentar no Iraque será em 7 de março. Inicialmente, a intenção era realizar o pleito em meados de janeiro. O adiamento ameaçava prejudicar os planos dos EUA para a desocupação do país.

"Iraquianos de todas as seitas têm enfrentado a campanha terrorista mais feroz apoiada do exterior", disse Maliki pela TV, sem acusar nenhum país específico.

Em agosto o premiê acusou a Síria de abrigar militantes responsáveis por várias explosões, inclusive dois ataques contra ministérios que mataram 95 pessoas no Iraque.

Os quatro atentados de terça-feira usaram explosivos plásticos C-4 oriundos do exterior, segundo Jihad al-Jabiri, chefe do departamento de munições do Ministério do Interior.

"Eles vieram de fora do Iraque, de baathistas (seguidores do ex-ditador Saddam Hussein) e da Al Qaeda, com a ajuda de um país vizinho. Isso exige dinheiro e um grande apoio da Síria, da Arábia Saudita ou de outro país. Esses Estados não estão alheios", afirmou.

O Iraque também acusa governos vizinhos de não se empenharem em impedir a infiltração de combatentes estrangeiros em suas fronteiras e de não reprimirem seguidores do partido Baath e da Al Qaeda. Já os EUA acusam o Irã de treinar e armar militantes xiitas.

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