Premiê israelense descarta acordo com palestinos em 2008

Ehud Olmert afirma que impasse sobre a divisão de Jerusalém cresce após atentados na capital israelense

Efe, Associated Press e Reuters,

28 de julho de 2008 | 09h09

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse nesta segunda-feira, 28, que considera improvável um acordo com palestinos no prazo determinadas durante a conferência da paz realizada nos Estado Unidos, segundo afirmou um dos participantes de uma reunião do Comitê de Assuntos Exteriores e Defesa do Parlamento. Olmert, que no início do mês afirmou que o governo israelenses e as autoridades palestinas nunca estiveram tão perto de um acordo como agora, teria afirmado durante o encontro que Israel não teria resultados com a rapidez suficiente para alcançar um acordo até janeiro. Oficiais disseram que Olmert prevê uma proposta conjunta com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que estabelece as fronteiras de um Estado palestino, o desenvolvimento da segurança e o destino de milhões de refugiados, mas não define a controvérsia sobre Jerusalém, que os palestinos exigem que seja dividida para formar a capital de seu país.  "Não acho que o entendimento possa incluir Jerusalém", disse o primeiro-ministro, de acordo com um assistente que participou do encontro. De acordo com essas fontes, Olmert atribuiu a falta de acordo à insegurança existente na cidade após os últimos ataques cometidos com escavadeiras por moradores árabes que não pertenciam a grupos armados palestinos e que agiram por conta própria. "Nessas condições, é praticamente impossível que o entendimento inclua Jerusalém", advertiu Olmert, em referência à exigência dos palestinos. Na conferência de paz patrocinada pelos EUA no ano passado, em Annapolis, israelenses e palestinos se comprometeram em esforçar-se por um acordo de paz até o fim do mandato do presidente americano, George W. Bush, em janeiro de 2008. As declarações de Olmert ocorrem antes que delegações israelenses e palestinas se reúnam na próxima quarta-feira, em Washington, com funcionários americanos, para tentar avançar no processo de negociação de Annapolis. Segundo fontes diplomáticas americanas, a reunião diz respeito à intenção da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, de apresentar em setembro - dentro da Assembléia Geral da ONU - um memorando sobre o atual processo de negociação. Esse documento tem o objetivo de colocar as bases este ano de um acordo para a criação de um Estado palestino independente.

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