Premiê israelense recupera credibilidade após anunciar câncer

Jornais afirmam que população melhorou avaliação do governo de Olmert depois da confirmação da doença

Efe e Reuters,

30 de outubro de 2007 | 08h36

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, cujo nível de popularidade vinha caindo desde a invasão do Líbano, em 2006, viu pela primeira vez seus índices de credibilidade e aceitação subirem, após anunciar que sofre de câncer na próstata. Duas enquetes publicadas nesta terça-feira, 30, pelos principais jornais israelenses, o Yedioth Ahronoth e o Maariv, apontam um aumento de 6% na popularidade do governante após o anúncio da doença. Para 41% dos israelenses, a gestão de Olmert foi "boa". Antes do anúncio, ele só tinha 35% de apoio, segundo o Yedioth. A pesquisa do Maariv detecta um salto de 4,8% para 11% na aprovação de seu governo. Porém, Olmert continua muito atrás de Benjamin Netanyahu, líder do Likud, e Ehud Barak, líder do Trabalhismo, como candidato favorito dos israelenses nas eleições. Nas duas pesquisas, a maioria dos israelenses (87% num dos casos e 70,2% no outro) considera que o primeiro-ministro "pode permanecer no cargo apesar de sua doença". Em uma entrevista coletiva convocada às pressas, o premiê, de 62 anos, disse que passará por cirurgia nos próximos meses e que o tumor é pequeno, em seu estágio inicial. Ele acrescentou que em princípio não haverá necessidade de radioterapia ou quimioterapia.  Olmert governa Israel há 21 meses, desde que Sharon, de quem era vice, entrou em coma. Seu governo é marcado por escândalos e pelos erros na inconclusiva guerra do ano passado contra o Hezbollah no Líbano. Advogado e ex-prefeito de Jerusalém, o premiê também é investigado por supostos casos de corrupção em cargos anteriores, o que ele nega. "Sou indestrutível", afirmou

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelEhud Olmert

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.