Premiê palestino condiciona paz a suspensão de assentamentos

A iniciativa de paz do presidente dosEUA, George W. Bush, não vai resultar num acordo entreisraelenses e palestinos ainda durante seu mandato caso oEstado judeu continue ampliando seus assentamentos naCisjordânia, disse o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad,em entrevista divulgada na noite de segunda-feira pelo jornalalemão Sueddeutsche. "Se Israel não parar de ampliar imediatamente osassentamentos judaicos, não haverá paz em 11 meses. A expansãodos assentamentos judaicos põe em risco a continuação dasnegociações de paz", disse Fayyad. "Teoricamente, as negociações podem ter sucesso atédezembro. Se isso é provável é outra questão. Depende daimplementação do mapa da paz", afirmou o premiê na entrevista,realizada no domingo. Autoridades israelenses e palestinas retomaram na semanapassada suas negociações, refletindo a iniciativa adotada pelosrespectivos líderes na conferência de novembro em Maryland(EUA). Há, porém, profundo ceticismo da opinião pública quantoàs chances de acordo. Fayyad criticou Israel por não manter sua parte no "mapa dapaz" desenvolvido em 2003 pelos EUA, que exigia o congelamentodas obras em assentamentos. "Enquanto estamos falando das principais áreas em disputa,Israel está ampliando seus assentamentos na Cisjordânia. Esse éo maior problema", declarou Fayyad ao jornal. Pressionado pelos EUA, o primeiro-ministro de Israel, EhudOlmert, determinou a suspensão das novas obras nosassentamentos. Israel não considera como "assentamentos",porém, as obras em um bairro anexado a Jerusalém, mas que eraparte da Cisjordânia. (Por Madeline Chambers)

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