Premiê palestino critica plano israelense de expulsar pastores

Um projeto israelense para expulsar 12 comunidades pastoris na Cisjordânia ocupada e abrir caminho para zonas de treinamento do Exército foi condenado nesta quarta-feira pelo premiê palestino, Salam Fayyad, como uma ação para despovoar áreas palestinas.

JIHAN ABDALLA, Reuters

08 de agosto de 2012 | 15h46

Israel designou uma área ao sul da cidade de Hebron como zona militar fechada e pediu a aprovação da Suprema Corte para transferir os moradores locais para o vilarejo próximo de Yatta, onde o Ministério da Defesa israelense afirma que muitos deles têm residência permanente.

Os palestinos, no entanto, afirmam que Israel quer expulsá-los da área a fim de abrir o caminho para a expansão de assentamentos judaicos nas proximidades. Ainda não foi marcada uma data para a decisão da alta corte, de acordo com ativistas de direitos humanos.

"Essa medida é destinada a retirar os palestinos das terras deles", disse o primeiro-ministro Fayyad, durante visita a uma mesquita parcialmente demolida em uma das comunidades. "Não há outra explicação."

Fayyad visitou a comunidade de Al-Mufaqara, uma das 12 onde vivem cerca de 1,5 mil pessoas em um território de 3.035 hectares.

Os moradores das pequenas casas, algumas das quais são do século 19, não têm água corrente, eletricidade ou outros serviços públicos.

A Corte Internacional de Justiça, da ONU, e a maioria dos governos consideram os assentamentos judaicos na Cisjordânia ilegais. Israel contesta isso e alega ligações históricas e bíblicas com a terra.

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