Presidente da ANP diz que 'agressão' deve parar

Segundo Mahmoud Abbas, Israel será o responsável por 'enxurrada de sangue' se não aceitar acordo de trégua

Associated Press,

10 de janeiro de 2009 | 11h10

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, disse que todas as partes serão responsáveis pela continuidade dos combates na Faixa de Gaza se eles não aceitarem uma trégua intermediada pelo Egito, mas destacou Israel ao dizer que o país será o responsável por uma "enxurrada de sangue" se não aceitar o acordo. Veja também:Israel mira novos alvos; 9 mortos em ataque com tanqueApós fracasso da ONU, Egito tenta cessar-fogoONU afirma que 257 crianças palestinas morreram em GazaEmbaixador brasileiro no Egito fala da negociação entre Hamas e Egito  Correspondente do 'Estado' fala sobre o conflito Especial traz mapa com principais alvos em Gaza Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques     Abbas está no Cairo, capital do Egito, para as negociações com autoridades egípcias sobre uma trégua para acabar com os combates na Faixa de Gaza, que estão no 15º dia. Em uma entrevista coletiva à imprensa realizada neste sábado, 10, depois de um encontro com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, Mahmoud Abbas também destacou que não há tempo a perder para acabar com o banho de sangue no território palestino, lar de 1,4 milhão de pessoas.  "Se qualquer parte não aceitar (a trégua), lamentavelmente, será o que vai carregar a responsabilidade e se Israel não quiser aceitar, assumirá a responsabilidade da perpetuação de uma enxurrada de sangue", disse Abbas. Desde o início dos ataques, mais de 750 palestinos já foram mortos pelas forças israelenses. O líder palestino também disse que espera que o grupo militante do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, seja capaz de alcançar um acordo para colocar fim aos combates, sem "hesitação". Abbas disse que até agora não ouviu qualquer séria restrição do Hamas sobre a proposta do Egito.  Abbas disse que não existe tempo a perder na implementação de um acordo de paz e que a proposta egípcia, apresentada no início da semana por Murabak em uma entrevista coletiva à imprensa ao lado do presidente da França Nicolas Sarkozy, é o único caminho.  Membros do Hamas, tanto da Faixa de Gaza quanto da Síria, também estão no Cairo para conversas separadas com autoridades egípcias sobre uma trégua. Representantes israelenses estiveram na capital do Egito no início da semana.  O Hamas e o Fatah, partido de Abbas que domina a Cisjordânia, são ferozes rivais políticos. Em 2007, um ano depois de o Hamas ter vencido as eleições parlamentares, o grupo expulso os membros do rival Fatah após uma sangrenta guerra entre as duas facções. O Fatah se recolheu na Cisjordânia e hoje não tem qualquer controle ou poder na Faixa de Gaza.

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