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Presidente da Síria condena interferência estrangeira no Irã

Bashar al-Assad, que parabenizou Ahmadinejad por reeleição, diz que Ocidente tenta "barrar vitórias" do país

Efe, Associated Press e Reuters,

19 de agosto de 2009 | 13h09

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse nesta quarta-feira, 19, que condena a interferência de países estrangeiros nos assuntos internos do Irã durante um encontro com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

 

Assad, que iniciou nesta quarta-feira, 19, uma visita oficial ao principal aliado da Síria com o objetivo de estreitar as relações bilaterais entre os dois países, aproveitou para parabenizar Ahmadinejad pela reeleição. "Vim aqui pessoalmente para dar minhas sinceras congratulações a Ahmadinejad e à nação iraniana", disse Assad, segundo a agência estatal de notícias Irna. "Acredito que o que ocorreu no Irã foi um grande acontecimento e uma grande lição para os estrangeiros".

 

Segundo a Irna, o presidente Sírio condenou a interferência de países estrangeiros nos assuntos internos do Irã. "A principal razão pela interferência do Ocidente é tentar bloquear as frequentes vitórias do Irã e da Síria", disse Assad. "Estou confiante que a reeleição de Ahmadinejad é a confirmação de que o Irã e a Síria devem continuar com suas políticas na região", acrescentou.

 

Assad é o segundo líder, após o sultão Qabus, do Omã, a visitar o Irã desde a polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 12 de junho, que a oposição denunciou como sendo fraudulenta. Esta é a quarta visita de Assad à capital iraniana desde que, em 2005, Ahmadinejad foi eleito presidente pela primeira vez.

 

Libertação

 

A imprensa também especula que Assad deve conversar a respeito da libertação da francesa Clotilde Reiss, detida em 1º de julho, após ser acusada de espionar e participar dos protestos pós-eleitorais. "Acredito que a partir de agora as portas da comunidade internacional estarão mais abertas à Síria e ao Irã do que antes", disse o presidente sírio, embora a imprensa não tenha especificado se o assunto seria tratado no encontro entre os presidentes.

 

Clotilde, que declarou dias atrás perante o tribunal revolucionário que a julga, junto a mais de 100 pessoas sob as mesmas acusações, foi libertada após pagar fiança de US$ 280 mil no fim de semana passado. Agora, a francesa espera veredicto no interior da Embaixada da França em Teerã, já que foi proibida de sair do país até que se saiba a sentença.

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