Presidente do Irã diz que 2 americanos presos serão soltos

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira que dois norte-americanos presos quando caminhavam perto da fronteira do país com o Iraque, e sentenciados à prisão por espionagem, serão libertados em breve, como um gesto humanitário.

REUTERS

13 Setembro 2011 | 10h31

Os Estados Unidos disseram não ter a confirmação de fonte independente de que o Irã libertará os dois, mas informaram estar em contato com a embaixada da Suíça para checar o assunto. A embaixada suíça em Teerã representa os interesses dos EUA no país, que não tem relações diplomáticas com o Irã desde pouco depois da revolução islâmica iraniana, de 1979.

"Acho que essas duas pessoas serão libertadas dentro de dois dias. Sim, dois dias. Inshallah (Deus queira), elas serão libertadas", disse ele por meio de um intérprete em uma entrevista exibida no programa "Today", da rede de TV NBC, dos Estados Unidos.

"Essas duas pessoas serão soltas. Vai acabar. Nós fazemos isso, por exemplo, como um gesto humanitário", acrescentou.

Shane Bauer e Josh Fattal foram sentenciados a 8 anos de prisão no mês passado no Irã. Eles foram presos em julho de 2009, com uma outra norte-americana, Sarah Shourd, solta em setembro de 2010 após pagar fiança de 500 mil dólares. Ela retornou para casa.

Bauer e Fattal dividem uma cela na prisão de Evin, em Teerã. Os três dizem que faziam uma caminhada nas montanhas do Iraque, na fronteira com o Irã.

O advogado dos dois homens afirmou que uma corte iraniana ordenou sua libertação mediante o pagamento de fiança.

"A corte de apelação concordou com a libertação de Shane Bauer e Josh Fattal mediante pagamento de 500 mil dólares cada um deles... Eles poderão deixar o Irã após serem soltos", disse o advogado Masoud Shafie à Reuters. "Acabei de deixar a corte, alguns minutos atrás, e informei a embaixada suíça sobre os recentes desdobramentos."

O anúncio, feito pouco antes da viagem de Ahmadinejad para Nova York, onde tomará parte da Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro, foi visto por analistas como uma iniciativa para aliviar a crescente pressão internacional sobre o Irã.

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