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Presidente do Irã eleva taxas para conter crise monetária

Objetivo é conter crise após novas sanções aceleraram a procura por dólares no país

REUTERS

25 de janeiro de 2012 | 12h46

TEERÃ - O Irã aumentou as taxas dos juros bancários nesta quarta-feira, 25, e indicou que irá restringir ainda mais a venda de moeda estrangeira na esperança de conter uma crise monetária depois que novas sanções ocidentais aceleraram a procura por dólares entre os iranianos preocupados com seu futuro econômico.

 

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"O ministro da Economia anunciou que (o presidente iraniano Mahmoud) Ahmadinejad concordou com a aprovação do Conselho Monetário e de Crédito de aumentar as taxas de juros sobre os depósitos bancários para até 21 por cento", disse a agência de notícias oficial Irna.

O banco central também disse aos iranianos que eles só deveriam comprar dólares se fossem viajar e não armazená-los para se proteger da incerteza econômica.

Novas sanções norte-americanas e europeias visando as exportações de petróleo vitais para o Irã e seu banco central exacerbaram de maneira grave uma queda na moeda iraniana, criando o que um político descreveu como uma instabilidade econômica não vista nem mesmo durante a guerra de oito anos entre Irã e Iraque nos anos 1980.

O Ocidente espera que a pressão econômica force o Irã a moderar seu programa nuclear que, ele teme, tem por objetivo a fabricação de bombas. Teerã diz que seu programa é totalmente pacífico.

O rial começou a desvalorizar depois de uma decisão, em abril passado, de cortar os juros pagos sobre os depósitos bancários num limite de 12,5 a 15,5 por cento, abaixo da inflação, que atualmente está em cerca de 20 por cento, fazendo muitos iranianos retirarem o dinheiro da poupança e comprar ouro ou moeda estrangeira, elevando o preço de ambos.

A decisão de segunda-feira marca uma reviravolta na política de Ahmadinejad, que enfrenta um teste na eleição parlamentar de 2 de março. Anteriormente, ele havia vetado esforços do diretor do Banco Central, Mahmoud Bahmani, de subir os juros.

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