Afolabi Sotunde/Reuters
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Presidente do Irã pede unidade islâmica antes de cúpula regional

País mantém um resoluto apoio ao presidente da Síria, Bashar al-Assad

Reuters

13 de agosto de 2012 | 11h11

DUBAI - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu nesta segunda-feira, 13, aos países muçulmanos que demonstrem maior unidade a respeito da crise na Síria, provável foco da cúpula extraordinária da Organização da Cooperação Islâmica (OCI) na terça e quarta-feira em Meca, na Arábia Saudita.

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O Irã mantém um resoluto apoio ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, e acusa potências regionais como Catar, Turquia e Arábia Saudita de ajudarem os rebeldes que há 17 meses tentam derrubar o governo.

"Essa reunião é uma chance para que o ponto de vista do nosso país seja explicado de forma transparente, e para que esforços sejam feitos no sentido da convergência e proteção dos interesses das nações muçulmanas", disse Ahmadinejad nesta segunda-feira à agência estudantil de notícias Isna.

O presidente iraniano viajará à Arábia Saudita num momento de tensão entre os dois países por causa das suas posições divergentes a respeito das recentes turbulências no mundo islâmico.

Os líderes sunitas do reino saudita acusam o regime xiita do Irã de estimular supostos conflitos sectários na região. O Irã, por sua vez, manifestou apoio a algumas rebeliões árabes, inclusive a da maioria xiita do Barein contra a família real sunita, que é aliada da monarquia saudita.

Mas, no caso da Síria, as posições se invertem. Os sauditas não escondem sua simpatia pelos rebeldes, ligados à maioria sunita, enquanto Teerã mantém seu apoio a Assad, membro da seita minoritária alauíta, uma variação do islamismo xiita.

Ahmadinejad disse que as divergências regionais a respeito da Síria servem aos objetivos dos "inimigos" das nações islâmicas. "Uma porção significativa de energia dos governos e grupos muçulmanos está sendo gasta em conflitos internos e em causar danos mútuos", disse Ahmadinejad à Isna.

"Talvez fosse bom que os países muçulmanos se consultassem mutuamente a respeito dessa questão."

Nas declarações publicadas pela Isna, Ahmadinejad não citou especificamente a crise na Síria, mas aparentemente era a isso que ele se referia.

 

 

 

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