Presidente do Irã rejeita guerra com EUA e Israel

Ahmadinejad diz que inimigos empenham-se em guerra psicológica e de propaganda contra Teerã

Associated Press e Efe,

08 de julho de 2008 | 09h31

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou nesta terça-feira, 8, que não vê a menor possibilidade de uma guerra entre o seu país e Estados Unidos ou Israel. Na opinião do chefe de governo iraniano, Washington e Tel-Aviv "empenham-se em uma guerra psicológica e de propaganda" contra a República islâmica.   Veja também: Irã diz que atacará EUA e Tel Aviv se sofrer ofensiva G8 exige que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio Tesouro dos EUA aplica sanções contra 4 empresas iranianas   "Eu asseguro a vocês que não haverá nenhuma guerra no futuro", disse Ahmadinejad durante uma conversa com jornalistas às margens de uma reunião de cúpula de líderes de nações muçulmanas em desenvolvimento realizada em Kuala Lumpur. Ele previu, no entanto, que o "regime" israelense cairá antes que o Irã sinta a necessidade de agir.   Os israelenses "são um grupo político complexo, mas vocês deveriam saber que esse regime acabará destruído e não há a necessidade de adoção de nenhuma medida por parte do povo iraniano". Já o atual governo americano "destruiu sua reputação e a reputação dos Estados Unidos aos olhos do mundo", prosseguiu ele, atribuindo a situação ao presidente George W. Bush.   Segundo Ahmadinejad, o próximo governo americano "precisaria de pelo menos 30 anos para compensar, renovar e inovar os danos causados pelo senhor Bush". Ele recomendou ao governo americano que refaça sua imagem "com base na justiça, em atos humanitários e no respeito ao ser humano". E concluiu: "A maior ameaça ao Oriente Médio e ao mundo são as intervenções dos Estados Unidos em outros países".   Os EUA realizam eleições presidenciais em novembro, nas quais o virtual candidato democrata, Barack Obama, enfrentará o candidato republicano, John McCain. Obama é favorável em negociar diretamente com Teerã para que o Irã suspenda seu polêmico programa nuclear, como os EUA já fizeram com a Coréia do Norte, a que McCain se opõe.   Ahmadinejad está em Kuala Lumpur, Malásia, para participar da cúpula do D8, grupo de oito países islâmicos em vias de desenvolvimento, integrado por Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Malásia, Nigéria, Paquistão e Turquia.

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