Presidente iraniano inicia peregrinação em Meca

Arábia Saudita recebe mais de 2,5 mi de pessoas para o Hajj, viagem que todo muçulmano deve fazer em vida

Agências internacionais,

18 de dezembro de 2007 | 08h56

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, iniciou nesta terça-feira, 18, a peregrinação do Hajj, o maior festival religioso do mundo e uma obrigação que todos os muçulmanos precisam cumprir ao menos uma vez na vida caso tenham condições de fazê-lo. Convidado pelo rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz, que pela primeira vez desde 1979 convidou um líder iraniano a peregrinar à cidade santa.  Foto: AP O convite parece refletir um desejo da Arábia Saudita em se aproximar de seu vizinho. Ele aconteceu uma semana depois da divulgação de um relatório de inteligência americano que revelou que Teerã cancelou seu programa de armas nucleares há quatro anos. Foto: Reuters Mais de 1,6 milhão de peregrinos chegaram à Arábia Saudita vindos de outros países para participar do Hajj. Os peregrinos vindos de dentro da Arábia Saudita somam-se a esse montante, elevando a cifra final para mais de 2,5 milhões de pessoas, o que significa um grande desafio logístico e de segurança para as autoridades do país. Nos últimos anos, o evento tem sido marcado por acidentes, incluindo a queda de prédios e empurra-empurra. No ano passado, mais de 360 morreram em um tumulto. O governo está alerta ainda contra a ação de militantes. Organizações ligadas ao grupo islâmico Al-Qaeda lançaram uma campanha para desestabilizar a monarquia aliada dos Estados Unidos desde 2003. Apelo contra o Ocidente O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu que os muçulmanos xiitas e sunitas se unam para fazer frente a seus "inimigos", enquanto milhares de peregrinos iranianos em Meca se manifestaram contra os Estados Unidos e Israel.Na manhã desta terça, em sua marcha rumo ao Monte Arafat, milhares de peregrinos iranianos levavam cartazes com os dizeres "morte aos EUA" e "morte a Israel", países que o Irã considera os principais inimigos do Islã."A peregrinação é um símbolo da unidade islâmica, à parte das diferenças (ideológicas e religiosas), e temos que estar atentos, acordados e unidos contra os complôs dos inimigos para nos separar", disse o aiatolá Khamenei, segundo a televisão Alalam."Os inimigos de nossa nação islâmica são os líderes dos centros da arrogância e das potências que têm intenções expansionistas e agressivas, que consideram a unidade islâmica como uma ameaça a seus interesses e a sua hegemonia sobre os muçulmanos", acrescentou.

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