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Presidente palestino pede paz em meio a onda de violência

O primeiro-ministro daAutoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu neste sábadoconversas com Israel, em meio a uma onda de violência, e disseque a paz é uma meta de seu povo. "Nós condenamos todos os ataques, nós pedimos a paz eestamos determinados a fazer a paz, e não há outro caminho anão ser a paz com base na justiça internacional", disse Abbasdurante uma reunião em seu quartel-general. Um militante armado palestino matou oito seminaristasjudeus na quinta-feira, no ataque mais sangrento em Israel nosúltimos dois anos. O Hamas, que havia prometido vingar os maisde 125 palestinos mortos em uma recente ofensiva de Israel emGaza, assumiu a autoria do ataque. Investigadores israelenses estavam interrogando oitopessoas supostamente ligadas ao ataque, buscando esclarecer seo militante armado, que foi morto, havia agido sozinho ou seestava ligado a algum grupo militante, disse o porta-voz dapolícia Micky Rosenfeld. O ataque em Jerusalém gerou pedidos de grupos direitistasde Israel para que o país abandonasse as conversas com Abbas,patrocinadas pelos EUA. O governo israelense disse que seguiria com as conversas. OEstado judeu, com apoio do Ocidente, evita o Hamas, fazendo deAbbas o foco das esperanças de progresso rumo a um acordopermanente de coexistência entre judeus e palestinos. Mas aautoridade de Abbas está limitada à Cisjordânia, desde que osrivais do Hamas tomaram o poder em Gaza, no ano passado. Conversas entre Abbas e o primeiro-ministro de Israel, EhudOlmert, foram interrompidas devido à construção de umassentamento judeu na Cisjordânia onde, juntamente com Gaza, ospalestinos pretendem estabelecer um Estado. Muitos israelenses mostraram-se relutantes em abrir mão daCisjordânia depois que a retirada das tropas e de assentados deGaza, em 2005, levou ao crescimento do Hamas e a frequentesataques com foguetes através da fronteira. Abbas, que brevemente suspendeu as conversas de paz emprotesto aos ataques de Israel em Gaza, reiterou o pedido paraque os ataques com foguete cessem e endossou os esforços doEgito, até agora infrutíferos, de promover uma trégua entre oHamas e outros grupos militantes palestinos.

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