Presidente paquistanês desmente que vá renunciar e se exilar

'Não estou preparado para me tornar um vegetal inservível', declara Pervez Musharraf em entrevista

Efe,

07 de junho de 2008 | 09h47

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, desmentiu neste sábado, 7, os insistentes rumores sobre sua possível renúncia e exílio, e advertiu que não ficará "quieto" se seus poderes fossem reduzidos.   "Não ficaria quieto se reduzissem meus poderes", disse Musharraf, em uma entrevista a editores paquistaneses transmitida ao vivo pelo canal de televisão Dawn.   O presidente, cujo partido alinhado perdeu as eleições em fevereiro, rompia assim seu silêncio para se defender, após semanas de rumores sobre a possibilidade de renunciar ao cargo, para o qual foi reeleito em outubro do ano passado.   "Não estou preparado para me tornar um vegetal inservível", disse.   Após insistir em que o Paquistão precisa do caminho da "reconciliação" diante das chamadas de algumas forças para que renuncie ou seja destituído, Musharraf pediu para não prejudicar o "prestígio" da instituição que ele ostenta.   Também sugeriu que não usará seus poderes para dissolver o Parlamento, pois isso levaria o país à instabilidade.   O presidente paquistanês disse que não quer "entrar no confronto" e garantiu seguir pelo "caminho democrático" que, segundo ele, foi iniciado ao deixar a chefia do Exército e com a realização das eleições.   As declarações do presidente ocorrem depois de semanas de rumores sobre uma renúncia e de pedidos para que o Parlamento o destitua feitos pela Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, a quem Musharraf destituiu através de um golpe de Estado em 1999.   O partido de Sharif, segunda força no novo Parlamento, abandonou o governo em 13 de maio e exige que o presidente seja destituído e julgado por "traição".

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