Presidente sírio diz que morte de Chávez é 'perda pessoal'

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, lamentou nesta quarta-feira a morte do presidente venezuelano, Hugo Chávez, dizendo que ele era um grande homem por se opor à "guerra na Síria".

Reuters

06 de março de 2013 | 18h05

Chávez, um aliado e convidado regular de Assad, enviou diesel para a Síria no ano passado para ajudá-la a superar a escassez causada por sanções ocidentais e descreveu o conflito sírio como um complô internacional apoiado pelas potências ocidentais.

Assad classificou a morte de Chávez como "uma grande perda para mim pessoalmente e para o povo da Síria".

O líder sírio tem lutado contra uma revolta que eclodiu em março de 2011. Os protestos majoritariamente pacíficos ganharam força e cresceram gradualmente, tornando-se uma insurreição armada na qual a Organização das Nações Unidas (ONU) diz que 70 mil pessoas foram mortas.

A televisão estatal da Síria divulgou a notícia com o anúncio da morte de Chávez, dizendo que ele havia "apoiado a legitimidade dos direitos árabes, incluindo uma posição honrosa sobre a conspiração contra a Síria".

"Ele repetidamente declarou sua solidariedade com a liderança da Síria e do seu povo diante do feroz ataque imperialista, e condenou a pressão norte-americana (sobre a Síria)", informou a emissora.

Chávez morreu na terça-feira depois de uma batalha de quase dois anos contra o câncer. Ele sofreu várias complicações após sua última operação em dezembro e não aparecia em público desde então.

(Reportagem de Dominic Evans)

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