Presos neonazistas acusados de agredir judeus e imigrantes

Agindo em Tel Aviv, grupo vindo da antiga União Soviética confessou ter atacado ainda homossexuais

EFE

09 de setembro de 2007 | 04h15

A Polícia israelense deteve oito jovens de um grupo neonazista russos que são acusados de ter agredido brutalmente imigrantes, homossexuais e judeus. Os detidos, de idades entre 17 e 21 anos, confessaram ter atacado dezenas de pessoas, a maioria formada por trabalhadores estrangeiros na região da estação central de ônibus de Tel Aviv, segundo fontes policiais.   A investigação policial começou há um ano, depois que desconhecidos pintaram uma suástica e o nome de Adolf Hitler em uma sinagoga da cidade de Petahtikva.   Segundo fontes policiais citadas pela imprensa israelense, o grupo pretendia comemorar o aniversário de Hitler no Museu do Holocausto (Yad Vashem) de Jerusalém.   A superintendente Revital Almog, a cargo da investigação, disse que seus agentes descobriram que, "além de suas reuniões, nas quais faziam apologia ao nazismo, saíam em grupo para perpetrar ataques racistas em Tel Aviv".   Segundo Almog, os suspeitos escolhiam suas vítimas entre pessoas em uma posição frágil na sociedade para denunciá-los, como trabalhadores ilegais, especialmente os africanos, que eram "castigados" por não ser "brancos".   O grupo neonazista também atacava brutalmente drogados e homossexuais que eram obrigados a assistir a vídeos em que os jovens eram vistos agredindo imigrantes.

Tudo o que sabemos sobre:
neonazistasTel Aviv

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.