Pressão sobre Irã precisa ser intensificada, diz Alemanha

O relatório da Agência Internacional deEnergia Atômica (AIEA) sobre o Irã divulgado, nesta semana,mostrou que a comunidade internacional precisa exigir umaresposta mais rápida do governo iraniano a respeito do programanuclear dele, afirmou a Alemanha na terça-feira. A agência, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU),havia dito na segunda-feira que os supostos esforços realizadospelo Irã para desenvolver ogivas nucleares continuavam a ser umassunto preocupante e que o governo desse país deveria fornecermaiores informações a respeito das atividades relacionadas àárea de mísseis. "Nesse caso, permanecem perguntas em aberto, perguntas arespeito das quais temos de pressionar (o Irã) por uma respostamais rápida", disse o ministro alemão das Relações Exteriores,Frank-Walter Steinmeier, a membros da assembléia parlamentar daOrganização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reunidos emBerlim. Steinmeier referia-se ao relatório da IAEA. "Agora, cabe ao Irã posicionar-se a esse respeito",afirmou. A agência também disse em seu relatório que o governoiraniano sonegava informações sobre os testes feitos commateriais altamente explosivos em meio a seu programa nuclear. A AIEA vem pressionando o país islâmico a fornecerrespostas desde que agências de inteligência do Ocidenteafirmaram que o Irã havia estudado secretamente formas dedesenvolver bombas atômicas. O governo iraniano classificouessas acusações de infundadas, forjadas e irrelevantes. Uma importante autoridade do país afirmou na segunda-feiraque o relatório da AIEA mostrava que o programa nuclear do Irãé pacífico, disse a Agência de Notícias Fars, um órgão iranianosemi-oficial. A partir de 2006, o país viu ser aprovados contra ele, pelaONU, três conjuntos de sanções, todos exigindo o fim doprograma de enriquecimento de urânio, algo que o Irã recusa-sea fazer. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança daONU mais a Alemanha ofereceram ao país um pacote de incentivospara convencê-lo a abrir mão de suas ambições nucleares. Atéagora, porém, nenhuma dessas estratégias deu resultado. (Reportagem de Kerstin Gehmlich)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.