Primeira sessão do Parlamento do Iraque fracassa e é adiada novamente

Atividades ainda não tiveram início desde as eleições, em março, por falta de consenso político

Efe

27 de julho de 2010 | 13h10

BAGDÁ - O Parlamento do Iraque fracassou nesta terça-feira, 27, na retomada de sua primeira sessão após as eleições de março. O início das atividades foi novamente adiado sem data por falta de consenso político.

 

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"Os dirigentes dos blocos políticos entraram de acordo em adiar a sessão parlamentar prevista para hoje para escolher o presidente do Parlamento e do país até uma data não especificada", disse o parlamentar curdo Fouad Massoum, que por razão de idade exerce as funções de presidente da Assembleia.

 

Segundo Massoum, esse atraso tem como objetivo "dar uma oportunidade às coalizões para que cheguem a um acordo quanto à formação do governo". Ele indicou, além disso, que "as plataformas exigiram transformar o governo do primeiro-ministro Nouri al-Maliki em provisório".

 

No dia 14 de junho aconteceu a primeira sessão do novo Parlamento após o pleito do dia 7 de março, no qual os legisladores se limitaram a jurar seus cargos e a sessão não foi encerrada.

 

A sessão devia ter sido reatada no dia 13 de julho, mas os dirigentes dos diferentes blocos parlamentares decidiram adiá-la duas semanas devido à falta de consenso sobre os candidatos que devem ocupar os postos de primeiro-ministro, presidente do Parlamento e presidente do país. As forças políticas iraquianas ainda não conseguiram entrar em acordo para formar um Executivo.

 

No pleito venceu a coalizão de oposição Al-Iraqiya, liderada por Iyad Allawi, que obteve 91 das 325 cadeiras do Parlamento, frente ao agrupamento de al-Maliki, que ficou em segundo lugar, com 89 assentos na Câmara.

 

A incerteza política coincide com uma nova onda de atentados no país, enquanto o Exército americano prepara-se para reduzir o número de seus soldados no país de 140 mil para 50 mil em cumprimento com o pacto de segurança assinado em 2008, pelo qual eles serão retirados totalmente do Iraque no final de 2011.

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