Principal líder religioso iraquiano pede união contra perigo do Estado Islâmico

O grão-aiatolá Ali al-Sistani culpou os políticos iraquianos pela pior crise no país desde a queda de Sadam Hussein

REUTERS

08 de agosto de 2014 | 11h39

O principal clérigo do Iraque pediu a seus compatriotas nesta sexta-feira que se unam contra o "grande perigo" representado pelos militantes do Estado Islâmico, cujo avanço levou o presidente dos EUA, Barack Obama, a autorizar ataques aéreos sobre o território iraquiano.

Em seu sermão semanal de sexta-feira, proferido através de um porta-voz na cidade sagrada xiita de Kerbala, o grão-aiatolá Ali al-Sistani culpou os políticos iraquianos pela pior crise no país desde a queda de Sadam Hussein em 2003, dizendo que são motivados pelo interesse pessoal.

"Todos os iraquianos deveriam unificar as frentes e intensificar esforços em face desse grande perigo que ameaça nosso presente e futuro", disse Sistani.

O sermão de sexta-feira é a segunda vez que Sistani pediu aos iraquianos para enfrentarem o Estado Islâmico, que tem ameaçado invadir Bagdá e quer redesenhar o mapa do Oriente Médio para impor sua ideologia radical.

Sistani disse que os políticos que se agarram a seus cargos estão cometendo um "grave erro", aumentando a pressão pela renúncia do primeiro-ministro xiita, Nuri al-Maliki, em seu terceiro mandato.

"Todos os partidos políticos deveriam saber que conflitos e diferenças entre si --que muitas vezes não têm nenhuma justificativa se não o interesse pessoal ou sectário ou interesses nacionais-- têm causado o enfraquecimento de todos e aberto a porta aos terroristas", disse ele.

(Por Michael Georgy)

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