Príncipe do Bahrein ordena retirada de militares das ruas

A decisão veio após a oposição exigir a saída dos tanques como prerrogativa para o diálogo

REUTERS e AP

19 de fevereiro de 2011 | 09h45

O príncipe do Bahrein ordenou a retirada de todos os militares das ruas do país do Oriente Médio, afirmou o governo em um comunicado divulgado neste sábado, 19. A decisão veio após a oposição exigir a saída dos tanques como prerrogativa para o diálogo.

 

"Sua Excelência o Príncipe da Coroa, Salman bin Hamad al-Khalifa, Supremo Comandante das Forças Armadas, ordenou a retirada de todos os militares das ruas do Bahrein com efeito imediato", afirma o comunicado.

 

A polícia do país vai "continuar a supervisionar a lei e a ordem", acrescentou o governo.

 

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Na sexta-feira, o príncipe foi escolhido pelo rei a iniciar um diálogo nacional "com todos os partidos" para tentar resolver a crise no país, uma ilha no Oriente Médio, onde seis pessoas já morreram e centenas ficaram feridas desde que a população, de maioria xiita, deu início a uma série de manifestações há cinco dias.

 

A oposição xiita no Bahrein havia rejeitado qualquer diálogo com o reinado da família sunita da ilha do Golfo Pérsico até "a retirada dos tanques das ruas" e até os militares pararem "de atirar nas pessoas que fazem um protesto pacífico".

 

A retirada dos militares, porém, não serviu para acabar com os protestos. A polícia do Bahrein atacou os manifestantes antigoverno na capital Manama enquanto eles tentavam retormar a Praça Pérola, o principal palco dos protestos, depois de os militares terem deixado as ruas.

 

A polícia bateu nos manifestantes e atirou bombas de gás lacrimogênio e de fumaça para tenta tomar o controle após os tanques e veículos de guerra terem deixa as ruas em volta da praça, que é uma rotatória. 

 

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