Príncipe Harry diz que gostaria de voltar ao Afeganistão

Neto da rainha Elizabeth deixou o país há dois anos, em meio a temores por sua segurança

Reuters

28 de junho de 2010 | 20h40

NOVA YORK - O príncipe britânico Harry disse em entrevista que foi ao ar nesta segunda-feira, 28, que gostaria de voltar ao Afeganistão, mas não tem certeza se teria permissão para isso.

 

O neto de 25 anos da rainha Elizabeth e terceiro na linha de sucessão ao trono britânico deixou o Afeganistão prematuramente há dois anos, em meio a temores por sua segurança e pela dos soldados que lutavam ao lado dele na linha de frente.

 

"Eu adoraria voltar, realmente", disse ao programa Good Morning America, da rede ABC. "Enquanto minha carreira militar permitir e isso for politicamente aceito, serviria meu país como qualquer outro soldado", afirmou.

 

Harry disse que é difícil para ele não ter retornado ao Afeganistão. "Se pudéssemos estar em paz, seria fantástico, mas, se estamos em guerra, então quero ficar junto dos meus 'irmãos de armas'", completou.

 

O envio do príncipe Harry ao Afeganistão por dez semanas, em 2008, marcou a primeira vez que um membro da família real britânica entrou em combate desde a Guerra das Malvinas, há 28 anos, quando o príncipe Andrew pilotou helicópteros.

 

Após a presença de Harry no Afeganistão tornar-se conhecida, aumentou a preocupação de que ele poderia ser alvo dos talibãs, da Al-Qaeda ou de outros militantes islâmicos que atuam no país.

 

O príncipe passou o fim de semana em Nova York para participar de uma partida beneficente de polo e outros eventos para angariar fundos para instituições de caridade que trabalham com vítimas da aids em Lesoto e com veteranos de guerra.

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