Prisão provisória de Mubarak é prorrogada por mais 15 dias

Procuradoria Geral do Egito quer continuar interrogatórios do ex-presidente, que está internado em um hospital

EFE, EGITO

22 de abril de 2011 | 08h58

A Procuradoria Geral do Egito decidiu nesta sexta-feira, 22, prolongar por mais 15 dias a prisão provisória à qual está submetida o ex-presidente Hosni Mubarak, informaram fontes oficiais.

 

A ordem, divulgada pela agência oficial "Mena", foi ditada pelo procurador-geral, Abdel Meguid Mahmoud, com o objetivo de dar continuidade aos interrogatórios de Mubarak, que está em um hospital da localidade de Sharm el-Sheikh.

 

A primeira ordem de prisão foi decidida pela Procuradoria Geral do Egito no dia 13 deste mês, e afetava tanto Mubarak como seus dois filhos, Alaa y Gamal. Os dois estão na prisão de Tora, periferia ao sul de Cairo.

 

De acordo com o comunicado oficial emitido nesta sexta, funcionários da Procuradoria Geral estão em Sharm el-Sheikh para continuar o interrogatório a que está sendo submetido Mubarak, que renunciou no dia 11 de fevereiro após rebelião popular contra seu regime.

 

A nota diz que o ex-presidente está sendo interrogado sobre os ataques contra manifestantes que participaram da rebelião que teve início em 25 de janeiro. Também está sendo investigado sobre os contratos assinados com Israel para administrar gás natural "com um preço menor que os mundiais, o que causou danos materiais ao país e seus interesses", acrescentou a nota.

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