Procurador Geral proíbe Israel de cortar eletricidade de Gaza

Exército adia boicote até garantir que restrições não prejudicarão serviços públicos, como hospitais

Efe,

30 de outubro de 2007 | 09h32

O procurador geral israelense, Menachem Mazuz, proibiu o Exército de cortar a energia elétrica fornecida para a Faixa de Gaza, enquanto não puder garantir que a medida seja aplicável de forma limitada.   A decisão foi anunciada, em comunicado enviado pelo escritório de Mazuz, após uma reunião com assessores jurídicos de todos os órgãos e ministérios envolvidos no plano para cortar a provisão de eletricidade ao território palestino.   A decisão obriga o Exército a adiar a aplicação da medida até que sejam encontrados meios para garantir que as restrições não afetarão centros civis, como hospitais.   O procurador pediu aos "órgãos de defesa um estudo mais exaustivo para examinar a aplicação do corte de eletricidade, para que esteja em linha com a decisão do governo de que o plano não prejudique a população civil".   Mazuz disse que até agora não foi demonstrado que o corte de energia elétrica será feito de forma humanitária e proporcional, e que, nestas condições, Israel corre o risco de ser denunciado em tribunais internacionais.   O corte de eletricidade à Faixa de Gaza está incluído no pacote de medidas aprovadas pelo governo de Israel em represália pelo lançamento de foguetes artesanais Qassam a partir do território palestino contra o sul do país.   Entre essas sanções, também estão inclusos os cortes no fornecimento de combustível, medida que o Exército israelense começou a aplicar no domingo.   O plano de sanções contra a Faixa de Gaza tinha sido denunciado por organizações humanitárias palestinas e israelenses, que o consideram um "castigo coletivo" para o 1,5 milhão de habitantes do território. Essas mesmas associações apelaram à Corte Suprema de Israel para que proibisse a aplicação do plano.

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