Produtores de maconha entram em choque com forças libanesas

Agricultores armados com metralhadoras, foguetes lançadores de granadas e morteiros forçaram as tropas do governo libanês a abandonar uma operação para destruir lavouras ilegais de maconha no Vale do Bekaa, nesta segunda-feira, disseram testemunhas.

Reuters

23 de julho de 2012 | 11h21

Não houve registro de feridos na troca de tiros, mas dois veículos das forças de segurança foram atingidos por balas, segundo uma testemunha.

Durante a guerra civil do Líbano (1975-1990), o fértil Vale do Bekaa produzia anualmente até 1.000 toneladas de resina de maconha e de 30 a 50 toneladas de ópio, usado na produção de heroína.

O cultivo foi erradicado como parte de um programa da Organização das Nações Unidas entre 1991 e 1993, mas ressurgiu enquanto as forças de segurança lutam para se impor em todo o instável país. Não há estatísticas confiáveis sobre quanta maconha é produzida no Líbano atualmente.

As forças libanesas costumam realizar operações para erradicar cultivos, mas enfrentam resistência de agricultores revoltados, que encontram nessa lavoura lucrativa e de fácil manejo meios de ganhar dinheiro para suas comunidades pobres.

Uma fonte do setor da segurança disse que as forças do governo estavam se reagrupando e planejavam uma nova operação para destruir os plantios.

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