Programa de alimentos da ONU suspende ajuda a 1,7 milhão de refugiados sírios

A falta de recursos obrigou o Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (PMA) a interromper o fornecimento de cupons de alimentação para 1,7 milhão de refugiados sírios na Jordânia, no Líbano, na Turquia, no Iraque e no Egito, informou a agência nesta segunda-feira.

REUTERS

01 de dezembro de 2014 | 11h59

“Sem os cupons da PMA, muitas famílias passarão fome. Para os refugiados que já lutam para sobreviver ao inverno local severo, as consequências da suspensão desta assistência serão devastadoras”, afirmou o PMA, que precisa de 64 milhões de dólares para amparar os refugiados durante o mês de dezembro.

O programa de cupons eletrônicos já injetou cerca de 800 milhões de dólares no comércio local dos países que acolhem refugiados, e o PMA irá retomá-lo imediatamente se novos fundos chegarem, disse o comunicado da entidade.

No mês passado, o PMA havia alertado que poderia ser forçado a impor tal suspensão e que poderia ter que anunciar uma medida semelhante em janeiro para pessoas que dependem de ajuda dentro da Síria.

A agência já reduziu as rações de 4,25 milhões de pessoas no país.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) declarou que a falta de financiamento o forçou a priorizar o auxílio que presta aos necessitados às vésperas do inverno, dando preferência a pessoas em altitudes mais altas, mais expostas ao frio, e aos refugiados mais vulneráveis, como recém-nascidos.

(Por Tom Miles)

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