Protesto a favor de assentamentos reúne milhares em Jerusalém

Milhares de colonos judeus da Cisjordânia e simpatizantes realizaram uma manifestação nesta quarta-feira perto da residência oficial do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, para protestar contra a paralisação de dez meses na expansão dos assentamentos.

REUTERS

09 de dezembro de 2009 | 19h24

A manifestação, em geral tranquila, foi a primeira grande concentração de colonos nos últimos anos para protestar contra ações do governo no sentido de suspender a atividade colonizadora na Cisjordânia ocupada.

"As milhares de pessoas aqui nos dão coragem para nos posicionar contra o governo e encontrar uma forma de continuar a construção de todas as comunidades judaicas na Judeia e Samaria (Cisjordânia)", disse Pinhas Wallerstein, líder dos colonos.

Há profundas divisões ideológicas em Israel, especialmente em torno do futuro dos cerca de 500 mil judeus que vivem entre 2,7 milhões de palestinos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, áreas capturadas pelo Estado judeu na guerra de 1967 e que os palestinos reivindicam como parte de um futuro Estado seu.

Netanyahu determinou em 25 de novembro a paralisação parcial da expansão dos assentamentos como forma de estimular os palestinos a retomarem o processo de paz, suspenso há um ano. Os palestinos exigem a paralisação total das obras.

A ordem de Netanyahu não inclui residências em Jerusalém Oriental, nem escolas, sinagogas e outras obras de infraestrutura nos assentamentos como um todo.

Alguns colonos já organizaram uma resistência ao congelamento, e houve confrontos com inspetores do governo enviados às comunidades da Cisjordânia para entregar e fiscalizar a ordem de paralisação.

Aparentemente, os protestos não convencem o governo a reverter sua opinião, mas Netanyahu disse nesta semana aos colonos que o congelamento terá apenas um efeito limitado.

Ministros já deixaram claro que a decisão se destinava a agradar aos Estados Unidos, e não aos palestinos.

(Reportagem de Dedi Hayoun)

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