Protesto contra custo de vida termina em violência na Cisjordânia

Palestinos que protestavam contra o aumento no custo de vida na Cisjordânia jogaram pedras em um edifício público e queimaram pneus nas ruas nesta segunda-feira, em um sinal de que um movimento contra o governo pode sair do controle.

Reuters

10 de setembro de 2012 | 15h25

A violência deve fazer soar os alarmes também em Israel, onde os chefes do setor de segurança advertiram sobre o risco de um levante em uma época de crise econômica combinada com a paralisação total das negociações de paz entre israelenses e palestinos.

A polícia antichoque foi posicionada do lado de fora do edifício atacado por mais de 100 jovens em Hebron. Em outros pontos da Cisjordânia ocupada os manifestantes bloquearam as principais entradas das cidades, incendiando pneus.

O planejamento precário, o controle rigoroso israelense e os problemas na economia mundial causaram uma forte desaceleração na economia palestina, com uma queda para a metade nas taxas de crescimento de 9 por cento registradas em 2010.

A Autoridade Palestina, que detém poder limitado na administração da Cisjordânia, tem se endividado cada vez mais para cumprir suas obrigações, mas os economistas afirmam que a situação é insustentável.

Na manhã desta segunda-feira mais de mil palestinos participaram de um protesto em Hebron, onde é comum haver conflitos com colonos israelenses, mas divergências entre palestinos são raras.

Funcionários do setor de transporte público entraram em greve na Cisjordânia para exigir redução nos custos do combustível, o que impediu muitas pessoas de chegarem ao trabalho. Várias escolas registraram baixo comparecimento dos alunos.

Taxistas bloquearam a rua diante do gabinete do primeiro-ministro Salam Fayyad, em Ramallah, na capital administrativa do território, e muitos jovens gritavam "vá embora", vá embora", repetindo assim um slogan que se tornou popular nos protestos da primavera árabe.

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