Reuters
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Protesto na frente da casa de Olmert pede libertação de soldado

Centenas de pessoas fazem manifestação; família de refém do Hamas acampa no local desde o início da semana

Agências internacionais,

13 de março de 2009 | 08h43

Centenas de pessoas promoveram uma manifestação nesta sexta-feira, 13, em frente à residência do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, em Jerusalém, para exigir a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por três milícias palestinas em junho de 2006.

 

Os manifestantes bloquearam a via de acesso à residência do chefe de governo, onde pais de Shalit se instalaram em uma tenda de campanha nesta semana para pressionar Olmert a fechar um pacto com o Hamas para a libertação de seu filho antes da formação de um novo Executivo. Centenas de pessoas foram esta manhã ao local para expressar seu apoio à família, gritando palavras de ordem como "Olmert, você fez uma promessa: cumpra-a", informa a versão digital do jornal Yedioth Ahronoth.

 

Segundo o jornal israelense Haaretz afirmou nesta sexta, o governo aceitou libertar os 450 presos exigidos pelo Hamas em troca do soldado sequestrado. De acordo com fontes palestinas ouvidas pelo diário, o impasse agora seria que Israel quer deportar os prisioneiros em vez de mandá-los de volta para casa.

 

De acordo com as fontes, o governo israelense insiste que dezenas de presos devem ser exilados em outros países e que alguns deles sejam enviados para a Faixa de Gaza, e não para a Cisjordânia, que negocia a paz com Israel. Porém, o grupo islâmico teria concordado com a deportação de alguns dos prisioneiros, desde que eles autorizem a medida. O Hamas ainda foi contra a exigência de que eles sejam libertados em Gaza, e não na Cisjordânia.

 

Matéria atualizada às 10h45.

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