Protestos contra Israel e EUA se espalham pelo mundo islâmico

Passeatas contra a ofensiva aérea na Faixa de Gaza tomaram as ruas de Líbano, Jordânia, Egito, Iraque e Irã

Agências internacionais

29 de dezembro de 2008 | 15h03

Foto: APBEIRUTE - As ruas de diversos países muçulmanos foram tomadas nesta segunda-feira, 29, por dezenas de milhares de manifestantes críticos aos ataques aéreos de Israel contra a Faixa de Gaza, que entraram no terceiro dia. Protestos aconteceram no Líbano, Jordânia, Egito, Iraque e Irã.Veja também: Ministro da Defesa diz que Israel abriu 'guerra sem trégua' contra o Hamas Obama acompanha incursão, mas não se pronuncia Palestinos violam fronteira com o Egito para fugir de ataques Ataques em Gaza interrompem conversas de paz com a Síria Grupo iraniano registra voluntários para lutar contra Israel Egito permite entrada de ajuda na fronteira com Faixa de Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Veja imagens de Gaza após os ataques      Dezenas de milhares de libaneses xiitas se reuniram nesta segunda-feira, 29, na capital do país, para protestar contra a ofensiva aérea de Israel contra a Faixa de Gaza, que já dura três dias. "Morte aos Estados Unidos, morte a Israel", gritaram os manifestantes. Em Amã, capital da Jordânia, cerca de 20 mil pessoas também protestaram contra os bombardeios. No Cairo, no Egito, cerca de mil pessoas macharam em solidariedade aos palestinos. "Em Gaza hoje nós enfrentamos, como nação islãmica, uma batalhe pelo destino da Paleestina, e não pelo destino do Hamas", declarou o líder do grupo radical xiita Hezbollah, o xeque Nassan Nasrallah. Ao contrário da organização libanesa, o Hamas é sunita. A massa pediu que o Hamas intensifique os ataques com mísseis artesanais Qassans e com homens-bomba a Israel. "Ó, Hamas, somos seus soldados. Atinja-os com os mísseis al-Qassam e traga os suicidas para Tel Aviv", pediram os muçulmanos. Muitas famílias jordanianas originalmente vem de cidades que hoje formam o território israelense.No Cairo, ativistas muçulmanos criticaram o governo egípcio, que colaborou com o bloqueio a Gaza nos últimos meses. Os ativistas pediram que o governo do presidente Hosni Mubarak reabra a passagem fronteiriça de Rafah. Alguns movimentos islâmicos vêem governos árabes, principalmente o Egito, como colaboradores dos EUA e de Israel. Também houve protestos em Bagdá, a capital do Iraque.Iranianos convocam combatentesDezenas de milhares de iranianos também protestaram na segunda-feira para condenar os ataques israelenses na Faixa de Gaza, iniciados com ataques aéreos no sábado. Mais cedo, um grupo de clérigos iranianos linha-dura está registrando voluntários para lutar na Faixa de Gaza em resposta aos ataques aéreos israelenses que mataram ao menos 300 palestinos, informou uma agência de notícias na segunda-feira."Desde segunda-feira a Sociedade de Clérigos Combatentes ativou seu site na Internet www.rohaniatmobarez.com em uma semana para registrar voluntários para lutar contra o regime sionista (Israel) tanto nos campos militares, financeiros ou de propaganda", afirmou a agência de notícias semi-oficial Fars.Israel está patrulhando as águas costeiras ao redor de Gaza e declarou áreas ao redor do enclave uma "zona militar fechada".O grupo iraniano linha-dura, chefiado por clérigos, diz que não é ligado ao governo e foi formado pouco depois da revolução islâmica do Irã, de 1979.O líder supremo aiatolá Ali Khamenei emitiu um decreto religioso a muçulmanos de todo o mundo no domingo, ordenando que defendam os palestinos em Gaza contra os ataques israelenses "de qualquer forma possível".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.