Paul Hanna/Reuters
Paul Hanna/Reuters

Protestos em Madri serão mantidos ao menos por mais 1 semana

Manifestantes pensam em estabelecer turnos para não enfraquecer o protesto

Efe

22 de maio de 2011 | 12h13

Madri - Os manifestantes que estão concentrados na Puerta del Sol de Madri decidiram neste domingo manter o protesto por ao menos mais uma semana, até o próximo domingo.

A decisão de ampliar a permanência é para articular melhor o movimento e alcançar uma mudança social na Espanha.

Os jovens sugeriram estabelecer turnos para não esgotar as forças, se a mobilização se prolongar demais e tentar descentralizar o movimento pelos bairros da cidade, para outros municípios e pela internet, anunciaram os organizadores.

O cronograma foi acordado em uma assembleia geral após os pedidos públicos de diferentes comissões e grupos de trabalho, assim como a voz dos manifestantes.

Não existe ainda consenso sobre o rumo do movimento, alguns defendem a permanência por tempo indeterminado na praça, outros sugerem estendê-la para bairros e municípios, outros concentrar-se na Puerta del Sol todos os fins de semana, e a maioria concorda em transferir o debate de forma coordenada para a internet.

A assembleia ocorre enquanto milhares de cidadãos do chamado movimento 15-M continuam neste domingo mobilizados e acampados em diversas praças da Espanha, em um dia em que ocorrem no país eleições municipais e autônomas.

Após o pronunciamento dos manifestantes na Puerta del Sol, conhecida como o "quilômetro zero" do país e epicentro dos protestos, outras cidades discutem em assembleia sua decisão com a capital como referência.

Em Barcelona (nordeste), segunda cidade da Espanha, uma assembleia na Praça da Catalunha decidiu continuar os protestos, estendendo por bairros e convocaram uma grande manifestação para 15 de junho.

Em Valência, terceira maior cidade do país, os manifestantes reunidos na Praça do Prefeitura devem realizar uma nova assembleia a partir das 15h (de Brasília), que seguirá os resultados das eleições.

As mobilizações começaram em 15 de maio na Puerta del Sol de Madri e no centro de outras cidades espanholas.

Os milhares de jovens e simpatizantes do movimento 15-M pedem entre outras exigências uma regeneração democrática e uma mudança do sistema econômico que conduziu à grave crise econômica que vive a Espanha.

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